Idam contrata serviços de internet por três milhões a menos que Adaf contratou empresa de Ronaldo Tiradentes

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No dia 15 de fevereiro de 2021, o Radar Amazônico publicou uma matéria que repercutia o contrato de quase R$ 5 milhões que a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf), órgão do Governo do Amazonas, fechou para fornecimento de link de acesso à internet via satélite.O contrato foi firmado com a empresa Via Direta Telecomunicações Via Satélite e Internet Ltda EPP, do empresário Lázaro Tiradentes, sob a justifica de que os servidores da Adaf precisavam acessar os vários serviços disponibilizados pelos órgãos federais, estaduais e municipais através de sites da internet. Esse serviço custou aos cofres públicos exatamente R$ 4.935.000,00 (quatro milhões, novecentos e trinta e cinco mil reais).

Acontece que, nesta sexta-feira (5), o Radar identificou um publicação que consta no Diário Oficial do Estado, do dia 21 de fevereiro de 2020, onde existe uma contratação do mesmo serviço para o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (IDAM). O que causa estranheza é que o valor pago à empresa Via Direta pela Adaf é mais de três milhões superior ao que foi contratado pelo Idam, o que representa uma aumento de 161% para o mesmo serviço.

A contratação feita pelo Idam, no dia 17 de fevereiro de 2020, foi da empresa Transat Telecomunicações Via Satélite para o fornecimento do serviço de internet só que por um valor muito menor, de R$ 1.886.000,00 (um milhão, oitocentos e oitenta e seis mil reais), pelo período de 12 meses.

Vale ressaltar que o Idam possui 66 escritórios distribuídos pelo Amazonas, de acordo com matéria publicada no próprio site da pasta. Já a Adaf possui 49 escritórios, incluindo a sede em Manaus e as unidades do interior, segundo um documento disponível também no site do órgão, ou seja, o Idam possui mais escritórios o que significa mais necessidade de comunicação on-line mas vai pagar milhões a menos pela contratação desse serviço.

O Governo do Amazonas foi procurado para esclarecer o motivo da diferença de valores, mas, até o momento, não houve resposta.