“Imersão na Amazônia”: festa clandestina com turistas estrangeiros é encerrada em embarcação de luxo (ver vídeo)

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Três embarcações de luxo foram retidas na noite dessa terça-feira (6), pela Polícia Civil do Estado do Amazonas (PC-AM). Uma das embarcações, Ana Beatriz 1, realizava uma festa que durou 5 dias, com turistas brasileiros e estrangeiros. Cerca de 60 pessoas estavam presentes na embarcação, descumprindo todas as medidas de prevenção à Covid-19, como o uso de máscara, distanciamento social e álcool em gel. Todos foram conduzidos à delegacia para investigação do crime de descumprimento de medidas sanitárias.

O evento exigia que os participantes apresentassem testes RT-PCR de Covid, feito em até 72h antes do embarque. Os valores para o festival eram cobrados em dólar, de U$ 1.100 (R$ 6.149) até U$ 2.100 (R$ 11.739). “Por cinco dias, vamos navegar em um processo de aprendizagem, cuidado e celebração! Vamos estar juntos em um barco explorando o maior rio do mundo”, informava um folder do evento.

O diretor do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), Bruno Fraga, destaca que todos os participantes serão ouvidos. “Flagramos diversas pessoas realizando uma festa, a grande maioria sem máscaras, consumindo bebidas e desrespeitando o decreto estadual. Vão ser conduzidos à delegacia, vai ser feito um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), todas as pessoas que estavam praticando essa aglomeração vão ser levadas para a delegacia, vão ser ouvidas e todos vão ser responsabilizados”.

As outras duas embarcações, chamadas Mano Zeca e Hélio Gabriel, acompanhavam o barco onde era realizado o evento, mas sem a presença de passageiros. De acordo com o convite da festa, denominada “Imersão na Amazônia”, o roteiro previa visita a comunidades tradicionais ribeirinhas e indígenas.

O delegado Juan Valério, coordenador do Grupo Fera, destaca “Nós constatamos estrangeiros das mais diversas nacionalidades, brasileiros também, pessoas de diversos cantos do país, de alto poder aquisitivo, com acesso à informação. Eles estão desde o dia 2 de abril navegando, passaram por comunidades indígenas. Nós vemos muitos estrangeiros falando sobre a nova cepa aqui no Amazonas, está todo mundo criticando, quando na verdade nós sabemos da fragilidade dos nossos índios em contato com pessoas de fora, principalmente em uma situação dessas.”

O diretor da DRCO, Bruno, finaliza. “Boa parte deles é estrangeira, e vieram provavelmente para conhecer a Amazônia, mas em um contexto muito triste. Nós estamos batalhando, vidas estão sendo perdidas, a polícia está na rua para coibir esse tipo de coisa para que a gente passe rapidamente pela pandemia. Mas, infelizmente, algumas pessoas insistem em desobedecer”, finalizou Bruno Fraga.

(*) Com informações da Secom