Indígenas se sentem abandonados pelo Estado no combate à pandemia, diz Dermilson

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O deputado Dermilson Chagas (Podemos) apresentou nesta quinta-feira (21) um pedido de socorro da Coordenação das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas (Coipam) direcionado para Organização das Nações Unidas (ONU) e para o Ministério Público Federal (MPF), feito no dia 14 deste mês.

O parlamentar detalhou a carta na qual os indígenas dizem se sentir abandonados pelo Governo do Amazonas e denunciam dados inverídicos da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).

De acordo com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), até o momento, 187 casos e 13 óbitos por Covid-19 foram confirmados. Porém, no pedido de socorro, os representantes indígenas alegam que essas informações foram forjadas.

“Os dados oficiais da Secretaria são diferentes da realidade, pois 69 indígenas já faleceram por causa do vírus, sendo que desses, 40 são da comunidade Kokama.  Não houve contabilização porque não consideram como indígenas os que vivem nas zonas urbanas dos municípios interior do Amazonas. Isso nos deixa com sentimento de revolta e tristeza pela perda dos parentes, somado ao descaso e a omissão do Governo do Amazonas”, destacam os indígeas, no documento.

Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Dermilson Chagas (podemos), o caso é bastante grave e precisa ser investigado.

“Dados inverídicos forjam uma realidade, e com isso, dificulta as ações para esses povos, que desde o início deste governo, é ineficiente. Mais um absurdo de falta de humanidade e habilidade administrativa. É um governo que não tem política voltada para o povo indígena”, afirmou o parlamentar ao lembrar que no dia 20 de abril deste ano, enviou um indicativo pedindo do governador Wilson Lima, medidas econômicas e sanitárias para os indígenas. “Infelizmente, nada foi feito”, denunciou Dermilson.

Pedidos

Ainda na carta, os representantes dos indígenas cobram do governo a testagem rápida para o coronavírus, garantia de investimentos para fortalecer e ampliar as estruturas de prestação de serviços de saúde indígena e transportes necessários para a entrega de gêneros alimentícios.

“Estamos enfrentando vários adversários ao mesmo tempo: a Covid-19, a falta de respeito e de políticas públicas que literalmente ameaçando as vidas, cultura e a Mãe Terra”, apontam.

(*) Com informações da assessoria