Indústria amazonense fecha 2019 com segundo maior crescimento do País

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As empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) tem motivos para comemorar. Indo na contramão da média nacional, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Amazonas registrou um crescimento de 4% em 2019, ficando com a segunda melhor marca no País, atrás apenas do Paraná (5,7%). Ainda de acordo com a pesquisa, divulgada nesta terça-feira (11), a indústria recuou em sete dos 15 locais monitorados.

Segundo os dados do IBGE, o crescimento do Amazonas ocorreu graças ao bom desempenho de setores como Indústrias de transformação (4,2%), Fabricação de bebidas (3,4%), Fabricação de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (9,5%), Fabricação de máquinas e equipamentos (36,3%) e Fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (7,1). Em contrapartida, a Fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, e Impressão e reprodução de gravações registraram quedas de 13,8% e 5,4%, respectivamente.

Os maiores destaques negativos ficaram com os estados do Espírito Santo (15,7%) e Minas Gerais (5,6%), em recuos bem mais intensos que a média nacional (1,1%). Registraram taxa negativa a região Nordeste (3,1%), Bahia (2,9%), Mato Grosso (2,6%), Pernambuco (2,2%) e Pará (1,3%).

Responsável pela maior fatia do PIB do Brasil, São Paulo registrou alta de 0,2% no acumulado dos 12 meses de 2019. Já o Rio cresceu 2,3%. Em dezembro, o estado paulista recuou 0,9%, enquanto os cariocas caíram 4,3%.
No mês de dezembro, 12 dos 15 locais pesquisados recuaram, segundo o IBGE. As quedas mais intensas foram nos estados de Mato Grosso (4,7%), Rio de Janeiro (4,3%) e Minas Gerais (4,1%).

Na comparação com dezembro de 2018, o setor industrial caiu 1,2%, com sete dos 15 locais pesquisados demonstrando resultados negativos. Espírito Santo (-24,8%) e Minas Gerais (-13,6%) assinalaram os recuos mais intensos. Por outro lado, o Amazonas (12,2%) apontou o maior avanço.

O desempenho regional industrial veio de acordo com o recuo de 0,7% na produção industrial de dezembro de 2019.

O resultado aconteceu depois de novembro ter encerrado com queda de 1,2%, quando interrompeu três meses de expansão acumulada em 2,2% no período entre agosto, setembro e outubro.

Enquanto o setor teve crescimento de 2,5% e 1% em 2017 e 2018, respectivamente, no ano passado o desempenho foi de retração de 1,1%.

O tombo é reflexo do mau desempenho da indústria extrativa, cujo recuo, no acumulado do ano, chegou a 9,7%. O rompimento da barragem de Brumadinho (MG), tragédia que resultou em 249 mortos e 21 desaparecidos, contribuiu para a queda.

Com informações do IBGE.