Inscritos no concurso do MDA acusam direção da Faculdade Martha Falcão de prejudicá-los por não cumprir horário das provas

Faculdade marta falcão

Um número ainda não estimado de pessoas inscritas no concurso do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) não tiveram acesso aos seus locais de prova, nas dependências da Faculdade Martha Falcão, sob alegação de quem controlava os portões de entrada da faculdade de que os candidatos teriam chegado após o horário determinado no cartão de confirmação de matrícula do certame. Ocorre que no cartão de confirmação de matrícula diz o seguinte: “Atenção, considera-se o horário da localidade especificada no edital” (ver imagem no final da matéria). Já o edital de concurso remete os candidatos para um horário que estaria especificado no cartão de confirmação de matrícula. Como o cartão de matrícula cita “horário da localidade”, quando poderia especificar de forma direta “horário de Brasília” para todas as regiões do País, como de costume em concursos nacionais, os candidatos levaram em consideração o horário das 8hs, com chegada por volta das 7hs, como também é de praxe em concursos, para que os inscritos possam definir com calma a sala que fará a prova, sem necessidade de correria.

E ainda há outro agravante no caso dos inscritos para o concurso do MDA. Os candidatos também levaram em consideração o horário local, porque o horário nacional fugiria a todas as regras de concurso já que, se o horário das provas fossem às 7hs, o candidato teria que chegar 6hs, algo totalmente impraticável para quem mora em áreas mais afastadas da cidade como em localidades rurais, nas rodovias, por exemplo. “Essas pessoas teriam que sair de casa de madrugada, se expondo a risco de assaltos e outras violências. Fora que teriam que encontrar um ônibus antes das quatro da madrugada e os ônibus só começam a circular exatamente nessa hora”, diz o candidato Estevam Costa, acrescentando: “A direção do Martha Falcão deveria ter pensado nisso antes de tomar para si a decisão de definir o horário de Brasília, o que não está no cartão de confirmação de Brasília”.

Estevam e um grande grupo de candidatos barrados nos portões da faculdade fizeram a denúncia para o Radar. Após protestarem em frente aos portões da instituição de ensino, os candidatos que se sentiram prejudicados foram ao 12° DP onde registram ocorrência policial e pretender recorrer à Justiça para garantirem o direito de fazer as provas. O Radar entrou em contato com o assessor de imprensa das instituições de Ensino Martha Falcão, jornalista Julio César Guimarães, que assegurou dar uma resposta mais detalhada ao Radar sobre a situação e de quem partiu a decisão de impedir o acesso dos candidatos aos locais de prova mas, de antemão, Júlio Cesar explicou que no caso de concurso a instituição de ensino apenas disponibiliza o local, mas quem define o que será feito é a coordenação do concurso. (Any Margareth)

Faculdade marta falcão 1