Instituto Amazônia +21 é inaugurado para desenvolver o empreendedorismo sustentável

O Instituto Amazônia +21 nasce para poder apoiar as empresas locais a se preparem para esses financiamentos verde – Foto: Divulgação

Com o objetivo de desenvolver negócios sustentáveis, o Instituto Amazônia +21 foi inaugurado nesta semana pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIERO). A entidade vai conectar as médias e pequenas empresas da Amazônia às grandes empresas nacionais e estrangeiras, suas cadeias de fornecimentos e também ao financiamento verde.

“O Instituto Amazônia +21 nasce para poder apoiar as empresas locais a se preparem para esses financiamentos verdes, a serem empresas conectadas a critérios ESG (Environmental, Social and Governance) e conectá-las a grandes empresas, com compromisso ou interesse em investir na região, em prol da mesma agenda, que são os fomentos aos negócios sustentáveis na região amazônica, tendo como base a biodiversidade do bioma amazônico”, explicou Marcelo Thomé, presidente da FIERO.

De acordo com o órgão, 40% da economia global estão baseados em produtos e componentes derivados da biodiversidade e a Amazônia Legal, composta por nove estados – Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do estado do Maranhão.

Marcelo Thomé diz que é possível desenvolver mais negócios sustentáveis conectando investidores e toda a cadeia de produção local. Segundo ele, para promover essa conexão do setor produtivo, instituições financeiras, academia, comunidades locais, sociedades e público do Brasil e do exterior, precisam viabilizar diálogos para o desenvolvimento sustentável focando na proteção do bioma Amazônia, na geração de riqueza e na qualidade de vida.

Ações do Instituto Amazônia +21

Entre as ações a serem desenvolvidas pelo Instituto, Marcelo Thomé anuncia serviços de assessoria na aplicação de recursos para projetos sustentáveis, articulação de parcerias voltadas para a incorporação de novas tecnologias, consultoria técnica de negócios com critérios ESG e gestão eficiente de projetos, difusão de práticas ESG voltadas para a Região Amazônica e mensuração de resultados e impactos dos projetos implementados.

Como mais um reforço do trabalho que já vem sendo feito pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), ao longo dos 61 anos de existência, segundo Thomé, a iniciativa conta com apoio das federações ao longo da região da Amazônia Legal para somar estímulo aos investimentos em linha com o desenvolvimento sustentável.

“Temos na Amazônia uma vasta oportunidade de diversificação da indústria, a partir de novas premissas e de uma série de vantagens comparativas, além da maior biodiversidade do planeta, com amplas soluções da natureza para, praticamente, todas as reações químicas e bioquímicas a serem aplicadas na indústria”, relatou o presidente da FIEAM, Antonio Silva.

Com marcos regulatórios para lidar com Propriedade Intelectual, Biodiversidade e Conservação da Natureza, Silva disse que pode ser disposto o conhecimento dos Institutos de Ciência, Tecnologia e Inovação, que estão preparados para interagir com o setor produtivo e gerar inovações.

*Com informações da assessoria