Instituto Butantan retoma produção da Coronavac

Frascos da vacina Coronavac no Instituto Butantan Foto: Amanda Perobelli/Reuters (22.jan.2021)

Frascos da vacina Coronavac no Instituto Butantan
Foto: Amanda Perobelli/Reuters (22.jan.2021)

O Instituto Butantan retomou a produção da Coronavacvacina contra a Covid-19 produzida em parceria com o laboratório Sinovac, durante a madrugada desta quinta-feira (27).

O envase foi reiniciado após o recebimento de 3 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) recebidos na noite da última terça-feira (25). Com isso, mais cinco milhões de doses serão processadas para a serem entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.

A matéria-prima, enviada pela Sinovac da China, passará pelos processos de envase, rotulagem, embalagem e controle de qualidade para que a vacina seja entregue ao PNI. Segundo o Butantan, todo o processo dura aproximadamente de 15 a 20 dias.

A produção da Coronavac estava paralisada desde o dia 14 por falta de insumos. Agora, o instituto trabalha para finalizar as 54 milhões de doses do segundo contrato com firmado com o Ministério da Saúde, totalizando 100 milhões de vacinas.

Em abril, o Butantan recebeu três mil litros de IFA. Em março, uma remessa de 8,2 mil litros de IFA, correspondente a cerca de 14 milhões de doses, chegou ao instituto. Outros 11 mil litros de insumos chegaram ao país em fevereiro. No final de 2020, o Butantan já havia recebido IFA que rendeu 3,8 milhões de vacinas.

Neste mês, o Butantan chegou a marca de 47,2 milhões de doses entregues ao PNI, cumprindo com o primeiro contrato de 46 milhões doses firmado em janeiro com o Ministério da Saúde.

Das 47,2 milhões de doses já entregues à pasta federal, 41,2 milhões foram produzidas no complexo fabril do Butantan a partir de insumos importados.

Até o final de setembro uma nova fábrica, que está sendo montada no instituto, deverá ter sua obra finalizada, permitindo a partir de dezembro a produção integral das primeiras doses de Coronavac sem necessidade de importação da matéria-prima. O local terá capacidade para fabricar outras 100 milhões de doses por ano.