Instituto cobra R$ 2.500 por barracas no Arraial do CSU do Parque 10, denunciam comerciantes (ver vídeo)

De acordo com representantes do Instituto Norte Brasil, não há verba pública para realização do evento e por isso está sendo cobrado este valor

Os comerciantes que quiserem trabalhar no tradicional Festival Folclórico do CSU, no bairro Parque 10, zona Centro-Sul de Manaus, terão que desembolsar R$ 2.500 pelo aluguel de uma barraca de comida e R$ 1.500 pelo carrinho de pipoca. Quem está cobrando esse valor é o Instituto Norte Brasil, que segundo informações que chegaram ao Radar Amazônico, é comandado por pessoas ligadas ao vereador Gilmar Nascimento (UB). O festival não aconteceu nos últimos dois anos devido à pandemia da Covid-19, e em 2022, o festival corre risco de não acontecer por falta de verba pública. (veja live ao final da matéria)

O Radar acompanhou uma reunião entre os comerciantes, Associação Amigos do Parque 10 e representantes do instituto, que aconteceu na noite dessa segunda-feira (24), no CSU e de acordo com o Instituto Norte Brasil, o custo do festival é por volta de R$ 1,2 milhão e que não há emenda parlamentares para a realização do evento.

“Não tem emenda parlamentar até o dia de hoje, esse valor de R$ 1,2 milhão é para 30 dias de festival, existia uma emenda foi retirada levada para zona Leste e hoje não tem nenhum recurso público então é 100% particular”, disse Emerson.

Ainda de acordo com representantes do Instituto, o valor de mais de um milhão de reais seria para pagar toda a estrutura do evento como palco, bandas, iluminação, etc.

Comerciantes revoltados 

Foto: Radar Amazônico

Quem viu o festival como uma oportunidade para vender, acabou se frustrando e muitos até desistiram. “Todo ano era cobrado R$ 1.500 e agora esse ano ta sendo cobrado R$ 2.500, tem pessoas aqui que desistiram do festival porque desistiram e não tem condições de pagar. Eu trabalho aqui nesse festival há 13 anos e tem pessoas aqui que está necessitadas dois anos sem trabalhar e tem pessoas aqui que não tem nem o pão de cada dia, tem gente que até emprestou dinheiro de agiota para pagar. Esse é o primeiro ano que essa empresa ta entrando aqui é tá fazendo essa palhaçada toda”, relatou a vendedora Janaína em entrevista ao Radar Amazônico.

Contrato

Os comerciantes foram submetidos a assinar um contrato de Cessão de Espaço para Instalação de Stand. Mas de acordo com os comerciantes o próprio Instituto não está cumprindo com o contrato.

“Esse festival é tradicionalmente feito durante 30 dias e ele já quer baixar para 15 dias. Quando assinamos o contrato foi dito 30 dias e ainda há outros problemas com a energia, a gente não pode usar certas coisas e como vamos esquentar a comida ? não tem nem como trazer um bufê”, disse outra comerciante.

O Radar entrou em contato com a Secretaria Municipal de Assistência Social da Mulher (Semasc), que é a pasta responsável pela administração do local para questionar porque os comerciantes têm que pagar um valor abusivo para utilizar um espaço que é público mas até a publicação desta matéria não obteve resposta. O Radar também entrou em contato com a Prefeitura de Manaus para questionar sobre a falta de verbas públicas para a realização do evento, a reportagem ainda aguarda a resposta.

Confira a live do Radar Amazônico