No interior do Estado, investimentos de milhões do Governo mas só tem placa, não tem obra e ainda fizeram pagamentos

chico-Tabatinga 1Em Tabatinga, a 1.108 quilômetros de Manaus, o governo do Estado anunciou investimentos de R$ 39 milhões em obras de pavimentação e recuperação do sistema viário do município, colocação de meio-fio, sarjetas e calçadas. Desses R$ 39 milhões, 20% já teriam sido pagos para as empresas contratadas. Em Atalaia do Norte e Benjamin Constant, mais R$ 85 milhões em investimentos, com um pacote de obras onde estariam incluídos serviços de infraestrutura, educação e produção rural. Porém, as obras ficaram, em sua grande maioria, apenas no papel.

Isso é o que foi constatado pelo presidente da Comissão de Patrimônio, Obras, Gestão e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM), deputado Marco Antônio Chico Preto (PMN/AM), que esteve na região do Alto Solimões, visitando Tabatinga, Benjamin Constant e Atalaia do Norte, fiscalizando os investimentos que estão sendo realizados pelo Governo do Amazonas em obras públicas.

chico-Tabatinga 2O lançamento dos pacotes de obras nesses municípios foi feito com estardalhaço pelo Governo do Estado, com direito a palanque e discurso nessas cidades e muita divulgação em tudo que é veículo de imprensa. Também é costume durante esses eventos, feitos para anunciar investimentos nos municípios, colocar placa com informações sobre a obra e uma publicidade velada por parte das prefeituras desses municípios e do Governo do Estado que colocam nas placas suas logomarcas.

“O que vi foram muitas placas e poucas obras. Obras inacabadas que a população dessas cidades precisava delas e acreditou que elas seriam feitas. Outras obras nem foram iniciadas. Serviços de pavimentação que foram contratados, mas nesses lugares só se vê lama. E o pior é saber que pagamentos foram realizados para essas empresas, sem que os serviços tenham sido feitos. Isso é brincar com a fé das pessoas. Isso é tirar dos cidadãos do Amazonas até o direito de sonhar com uma vida melhor”, lamentou Chico Preto.