Internautas reagem a outdoor financiado por um movimento de direita para ‘expor’ parlamentares que foram contra o voto impresso

O grande cartaz está localizado no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul da capital

Foto: reprodução

O ‘Movimento Conservador’ publicou em um outdoor, localizado na rua Salvador, bairro Adrianópolis, fotos dos deputados: Bosco Saraiva (Solidariedade), José Ricardo (PT), Marcelo Ramos (PL) e Sidney Leite (PSB) apontando que eles votaram contra o voto impresso, com o objetivo de “expor” os parlamentares. No entanto, nas redes sociais, os internautas afirmam que ao contrário do planejado, o anúncio estaria “promovendo” os quatro representantes do Amazonas na Câmara.

No Twitter, dezenas de usuários compartilharam a imagem  do outdoors           Foto: reprodução/twitter

Um dos usuários da rede social Twitter marcou os perfis oficiais dos deputados e comentou: “agradeçam aos ‘Bolsominions’ por promover vocês”

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No mesmo outdoor, o movimento de direita conservador aponta que os deputados “foram contra a vontade do povo brasileiro”. Um dos internautas questionou: “Contra a vontade do povo. Que povo? Os gados né?”

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José Ricardo, um dos parlamentares que teve sua imagem divulgada, também comentou na rede social:

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Voto impresso

O uso do voto impresso é defendido pelo presidente Jair Bolsonaro e estava previsto na Proposta de Ementa à Constituição (PEC) 135/2019, de autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF).

A PEC foi votada na Câmara no último dia 10 deste mês. Ela foi rejeitada e arquivada após não alcançar o mínimo de votos a favor, que era 308 votos . Ao todo 229 parlamentares votaram a favor, incluindo quatro amazonenses: Átila Lins (PP), Capitão Alberto Neto (Republicanos), Delegado Pablo (PSL) e Silas Câmara (Republicanos).

Outros 218 parlamentares votaram contra a PEC e um se absteve. Com a reprovação, a PEC será arquivada e o formato atual de votação, com a urna eletrônica, se mantém.

O Supremo Tribunal Federal (STF) classifica como inconstitucional a impressão do voto eletrônico, por colocar em risco o sigilo e a liberdade do voto.