“Iran Medeiros está enganando até mesmo a imprensa, o dinheiro do contrato dos professores não é da Prefeitura, é do Fundeb” diz professor revoltado

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O líder do movimento dos professores de Coari que estão desde esta terça-feira (31) fazendo manifestações em frente à Prefeitura de Coari em protesto pelo não pagamento do 13º salário do ano passado que ainda está em atraso e dos salários do mês de março, o professor Junior, disse ao Radar, pelo telefone, em tom de revolta: “Como ele disse à TV Amazonas que não vai pagar o mês de março se nossa locação na rede municipal de ensino foi feita no dia 02 de março, com contratos por 10 meses, pagos com recursos do Fundeb, do Governo Federal, e não da Prefeitura de Coari. O que ele fez com esse dinheiro?”, diz o professor em tom de revolta.

Protesto Professores Coari 3O professor esclarece ainda que Iran Medeiros, propositalmente, não disse aos veículos de comunicação os motivos para que os professores não se mantivessem em sala de aula. “Porque ele não diz que os professores não deram aula porque não tinha aluno. As crianças de Coari estão impedidas até agora de estudar por falta de diesel para o transporte escolar. Alguns professores – ele explicou que a maioria dos professores contratados através do Fundeb foram destinados à área rural – bancou sua ida para a área rural com dinheiro emprestado que não sabe nem como vai devolver. Esses professores participaram até de matrícula de aluno e organização de lista de estudantes, por sala de aula. Mas os alunos não apareceram porque na véspera da distribuição do combustível para o transporte escolar pelo prefeito Merelo, ele (Iran Medeiros) assumiu e combustível sumiu”, diz o professor em tom de sarcasmo.

O professor diz ainda que nem merenda escolar ainda chegou nas escolas da área rural. “Cadê o dinheiro da merenda escolar? Como ele quer que as crianças frequentem a escola e os professores deem aula. E ele ainda quer nos punir por isso?”, questiona o professor acrescentando: “Depois ninguém reclame se a gente não conseguir controlar as pessoas. Depois ninguém chame o povo de Coari de baderneiro porque o caso é que estamos cansados de ser massacrados e ninguém fazer nada. Tem professor passando fome. Isso é Justiça?”, questiona novamente o professor. (Any Margareth)