Irmão de secretário de Segurança do AM é preso pela PF em Roraima

O Coronel da Polícia Militar (PM) Ronan Marinho, irmão do Secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Amadeu Soares, foi preso, nessa quinta-feira (29), durante a Operação “Escuridão” deflagrada pela Polícia Federal. A operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa envolvida em desvios de recursos públicos do sistema penitenciário de Roraima, com faturamento próximo à R$ 70 milhões, no período de 2015 e 2018.

A Operação contou com apoio do Ministério Público de Roraima e cumpriu 11 mandados de prisão preventiva e 20 mandados de busca e apreensão, no município de Boa Vista, em Roraima, e Brasília.

Roman Marinho foi nomeado em maio de 2017 pela governadora Suely Campos (PP), para comandar a Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc) e dez meses depois, o juiz Alberto de Morais Junior, titular da 2ª Vara da Fazenda Pública, que respondia interinamente pela 1ª Vara da Fazenda Pública, o afastou do cargo por ato de improbidade administrativa.

Conforme o Ministério Público, ele teria sido omisso frente à fuga em massa de 85 presos da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, no dia 19 de janeiro.

Esquema

Um Inquérito Policial foi instaurado em 2017, após informações de supostas irregularidades em contratos de fornecimento de alimentação para presídios em Roraima, iniciado 2015, com a contratação emergencial de uma empresa constituída há oito dias antes da contratação.

O esquema contava com a participação de agentes públicos e políticos, os quais também são alvos das medidas que estão sendo cumpridas, segundo a Polícia Federal.

As investigações mostram que a empresa, responsável pelos fornecimentos desde 2015 até este ano, superfaturava o valor da alimentação, além de informar quantitativo superior de refeições ao que era efetivamente providenciado e de fornecer alimentos de baixa qualidade.

A PF constatou durante as investigações que aproximadamente 30% do valor dos contratos era sacado pelos responsáveis da empresa, que está em nome de outras pessoas – laranjas -, para pagamento de propinas e enriquecimento ilícito dos reais proprietários do negócio.

Com informações Comunicação Social da Polícia Federal em Roraima.