Irmão do vice-prefeito de Eirunepé e a mulher aplicavam golpes em beneficiários do Bolsa Família

Eirunepe golpe 1

Eirunepe golpe 2José Arnaldo Martins da Silva, 43, irmão do vice-prefeito de Eirunepé, José Aluízio Martins da Silva, e a companheira Raimunda Nonata de Oliveira Lopes, 44, usavam o estabelecimento comercial do qual são proprietários para aplicar golpes em pessoas humildes, com pouca instrução, se apoderando dos cartões magnéticos do Programa Bolsa Família e fazendo saques dessas contas. Eles foram presos por policiais civis lotados na Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Eirunepé, município distante 1.160 quilômetros em linha reta de Manaus, nesta quarta-feira (16), por volta de 17hs. Também foram presos, dois funcionários do estabelecimento comercial acusados de envolvimento no crime.

A ação policial foi coordenada pelo delegado titular da unidade policial, Mauro Duarte, em parceria com policiais militares que atuam na localidade. De acordo com o delegado, foram apreendidos com o bando 483 cartões magnéticos, a maioria pertencente a beneficiários do programa Bolsa Família, do Governo Federal, além de 17 cadernos com informações das vítimas, como nome, endereço e senhas de contas bancárias.

Modo de operação

Mauro Duarte informou que as vítimas, algumas delas indígenas, eram convencidas por José e Raimunda a deixarem cartões magnéticos com senhas para pagamento de mercadorias compradas no estabelecimento comercial, do qual o casal é proprietário. A cessão do cartão era a garantia exigida pelos infratores de que os produtos seriam pagos.

“A dupla, na companhia de Francisco e Pedro, funcionários do local, utilizava os cartões para efetuarem saques, sem a autorização dos donos, em um terminal da caixa econômica que funcionava dentro do estabelecimento”, declarou o delegado.

Segundo o delegado, com as retiradas irregulares, o grupo chegou a lucrar quantias até três vezes maiores do que os valores dos débitos das vítimas.

Na sede da delegacia, os quatro envolvidos foram autuados por apropriação indébita, por conta da retenção dos cartões; furto qualificado, uma vez que eram subtraídos valores acima da compra realizada; e associação criminosa. Eles ficarão presos na DIP de Eirunepé, à disposição da Justiça.