Japão declara estado de emergência em Tóquio, mas promete Olimpíada segura

O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, durante entrevista coletiva ao lado de membros do governo, em Tóquio

Reuters

O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, declarou nesta sexta-feira (23) estado de emergência em Tóquio e em outras três regiões do país. A medida foi anunciada para conter o avanço dos casos de coronavírus, e Suga prometeu que a Olimpíada, que deve começar em três meses, será segura.

A partir do próximo domingo (25), o governo exigirá o fechamento de restaurantes, bares e karaokês que servem bebidas alcoólicas, e grandes eventos esportivos serão realizados sem público.

Lojas de departamentos, cinemas e outras instalações comerciais com mais de mil metros quadrados também precisarão fechar, e haverá solicitações a empresas para que façam concessões ao trabalho remoto. As escolas permanecerão abertas.

“Temos que limitar absolutamente a movimentação de pessoas, e temos que fazer isso de forma decisiva. Precisamos de medidas poderosas, curtas e focadas”, disse o ministro da Economia japonês, Yasutoshi Nishimura.

A medida vigora, a princípio, até 11 de maio em Tóquio, Osaka, Kyoto e Hyogo. A governadora Yuriko Koike pediu que todas as luzes e sinais de neón na capital japonesa sejam desligados à noite para desencorajar a circulação de pessoas.

O Japão registra uma alta de casos, com média móvel de 4.509 novas infecções diárias. O número ainda está distante do pico de 6.445 registrado em janeiro, mas representa uma alta de quase 250% em relação à média registrada há 30 dias.

No total, o país de de 126 milhões de habitantes registra mais de 556 mil casos e 9.805 mortes por coronavírus desde o início da pandemia, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins.