Japão fecha embaixada em Bagdad por razões de segurança

O Governo do Japão anunciou hoje o encerramento temporário da sua embaixada em Bagdad, capital iraquiana, devido às tensões na região e pediu aos cidadãos japoneses que abandonem o Iraque. O aviso foi divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros numa página de Internet onde dá conta dos riscos de segurança, horas depois dos ataques iranianos contra bases militares no Iraque onde se encontram estacionadas forças norte-americanas.

A comunicação alerta sobre as “crescentes tensões” na região e a possibilidade de que possa haver mais no futuro e pede aos japoneses que se encontram no Iraque que abandonem o país “o mais rápido possível”.

A nota indica também que o consulado na cidade iraquiana Erbil, no norte do país, permanecerá aberta.

Também as Filipinas ordenaram hoje o repatriamento obrigatório dos seus cidadãos no Iraque.

A embaixada filipina em Bagdad elevou o alerta para o nível 4, o que implica a repatriação obrigatória dos filipinos devido a um conflito interno em larga escala ou a um ataque externo, explicou o responsável de negócios, Jomar Sadie, num vídeo publicado no portal da embaixada na rede social Facebook.

A maioria dos trabalhadores filipinos no Iraque vive na região do Curdistão, particularmente em Erbil, embora também haja filipinos em Bagdad.

Face às crescentes tensões entre os Estados Unidos e o Irã, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Polônia anunciou também que a sua embaixadora no Iraque, Beata Peksa, regressou temporariamente ao país por razões de segurança.

A retirada da embaixadora foi feita a pedido do Reino Unido, uma vez que a missão diplomática da Polônia está localizada na embaixada britânica.

A Polônia é um dos vários países europeus que disse que suas tropas no Iraque não foram lesadas durante os ataques iranianos contra bases militares no Iraque.

Mais de uma dúzia de mísseis iranianos foram lançados nesta madrugada contra duas bases iraquianas com tropas norte-americanas, em Ain al-Assad (oeste) e Erbil (norte).

O ataque foi reivindicado pelos Guardas da Revolução iranianos como uma “operação de vingança”, em retaliação pela morte do general Qassem Soleimani, comandante da sua força Al-Quds, na sexta-feira, num ataque aéreo em Bagdad ordenado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

A televisão estatal iraniana referiu que aquela operação militar foi designada “Mártir Soleimani” e que matou “pelo menos 80 militares norte-americanos”, mas os Estados Unidos negam a existência de baixas.