Jornalista deixa recado após denunciar ‘rachadinha’ na TV Encontro das Águas

Nauzila Campos usou as redes sociais para compartilhar a denúncia contra a emissora

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Foto: Reprodução/TV Encontro das Águas

A jornalista e advogada Nauzila Campos usou as redes sociais na manhã desta quarta-feira (28) para deixar um recado. Depois de afirmar que estava indo trabalhar, ela demonstrou temer algum tipo de ataque contra sua pessoa.

“Bom, galera, eu to indo trabalhar. Se me machucarem ou coisa pior, todo mundo já sabe de onde veio”, disse. Nauzila Campos também agradeceu as mensagens de apoio e pediu orações. “Agradeço demais o apoio enorme à Fundação. E, se não for pedir muito, orem por nós. Os tempos são sombrios”, conclui.

Foto: Reprodução/Twitter

O aviso de Nauzila Campos ocorre após a jornalista denunciar a prática de “rachadinha” contra a TV Encontro das Águas, antiga TV Cultura, cometida pelo diretor-presidente da emissora, Oswaldo Lopes e o servidor concursado Welder Alves.

Segundo a profissional, em vídeo publicado nas redes sociais, Oswaldo e Welder, possivelmente atuavam juntos na prática de “rachadinha”, onde coagiam os funcionários pedindo dinheiro em espécie para pagar diárias em viagens a trabalho, para não deixar vestígios de transferência bancária.

Vale ressaltar que o Radar Amazônico acompanhou outra denúncia sobre o diretor-presidente, Oswaldo Lopes, que foi responsabilizado pelas mortes de servidores da TV Encontro das Águas, durante o pico da pandemia no Amazonas.

Resposta

O Radar Amazônico entrou em contato com o Governo do Amazonas solicitando um posicionamento a respeito da denúncia feita pela jornalista Nauzila Campos. Em nota,  informaram “que as denúncias feitas contra a direção da TV Encontro das Águas serão apuradas para, se comprovadas, adoção de medidas pertinentes”.

A reportagem também solicitou um posicionamento do Ministério Público do Amazonas (MPAM) referente às denúncias contra a TV Encontro das Águas, feita pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amazonas (SJPAM) sobre a conduta de Oswaldo Lopes, que obrigava os funcionários a irem trabalhar durante a segunda onda da pandemia da Covid-19 no Estado. Até a publicação dessa reportagem não teve nenhum retorno por parte do MPAM.

Confira o vídeo de Nauzila Campos