Josué assume governo interinamente e determina reforço na segurança pública

Após assumir o governo interinamente, nessa segunda-feira (27), no lugar do governador Wilson Lima que está ausente de Manaus, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Josué Neto (PSD), convocou uma reunião na noite de ontem, com a cúpula da segurança pública e determinou reforço no policiamento de rua para evitar que o conflito iniciado nas unidades prisionais comprometam a segurança da população.

“Na qualidade de governador em exercício fiz alguns encaminhamentos. Pedimos a imediata intensificação do policiamento nas ruas, policiais militares e civis, aumento do efetivo nas unidades prisionais para reforçar a segurança dentro e fora dos presídios.”, esclareceu Josué Neto, acrescentando: “Entendo que precisamos garantir a segurança nas ruas nesta madrugada e nos próximos dias para que o clima de insegurança e medo não tome conta da cidade”.

 Josué Neto também solicitou reforço no serviço de inteligência e a formação de uma comissão permanente para traçar estratégias para o sistema prisional a médio e longo prazo. “Solicitei a criação de um comitê permanente formado por todas as instituições envolvidas para que conversassem entre si e pudessem tomar atitudes integradas . A crise prisional no Amazonas não é uma febre que vem e vai. Depois do que aconteceu em 2017 – 56 presos foram mortos no Compaj – nunca mais a sociedade ficou tranquila em relação aos presídios do Amazonas”, avaliou Josué.

 A reunião ocorreu no Centro Integrado de Controle e Comando do Amazonas (CICC), no bairro Petrópolis, com os órgãos do sistema de segurança, prisional, judiciário, Assembleia Legislativa, Ministério Público do Estado (MPE-AM), Defensoria Pública do Estado (DPE-AM) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Também participaram da reunião os deputados Delegado Péricles, Roberto Cidade e a deputada Alessandra Campêlo.

Ações

Outras providências adotadas pelo sistema de segurança são: transferência de presos para unidades federais, suspensão das visitas por 30 dias, reforço do policiamento nas muralhas e entorno dos presídios com monitoramento aéreo, e solicitação de reforços federais da Força Tática de Intervenção Prisional.