Juiz Roberto Taketomi diz que acusações feitas por Ronaldo Tiradentes são “infundadas, mentirosas e criminosas”

O magistrado divulgou uma nota à imprensa na manhã desta quinta-feira (19)

O juiz Roberto Gomes Taketomi se manifestou, por meio de nota enviada à imprensa na manhã desta quinta-feira (19) – ver no final da matéria -, sobre os constantes ataques pessoais feitos pelo radialista Ronaldo Tiradentes, após decisões do magistrado, consideradas contrárias aos interesses do comunicador.

Na nota, o magistrado desqualifica uma por uma as acusações que o radialista tem feito a ele, como por exemplo, que o juiz teria ganho um carro (marca Wolkswagem vermelho, modelo New Bettle, ano 2007) de uma empresa por ter intermediado um contrato com o Poder Judiciário. Roberto Taketomi diz que “jamais foi o responsável por quaisquer tratativas contratuais e nem tinha ou tem poderes para tal”.

“Comprei e paguei o veículo com recursos próprios, obtidos através do meu trabalho como magistrado. Tenho a Nota Fiscal, o Recibo e os números dos dois cheques compensados da minha conta pessoal com os quais efetuei o pagamento. Já solicitei as cópias aos bancos e, junto com os demais documentos citados comprovam a licitude da compra feita por mim”, argumenta o magistrado, elencando uma por uma as acusações que vêm sendo feitas contra ele por Ronaldo Lázaro Tiradentes.

O juiz Roberto Taketomi faz entender que os ataques feitos por Ronaldo Tiradentes nada têm a ver com a prática do jornalismo. “Tão somente por não aceitar decisões judiciais que lhes são contrárias, o que aliás faz costumeiramente contra qualquer um que não se curve aos seus interesses pessoais”.

Em nota, o juiz disse que não conhece o radialista pessoalmente e afirmou que a campanha de Ronaldo Tiradentes tenta atingir sua honra por meio das concessões de rádio e TV firmadas (pelo TJAM)

“Venho a público rechaçar as infundadas, mentirosas, levianas e criminosas acusações lançadas contra minha pessoa pelo empresário Ronaldo Lázaro Tiradentes, da Rede Tiradentes de Rádio e Televisão, que vem diariamente fazendo uso de sua concessão de Rádio e TV para atacar minha honra[…] tenho a certeza de que a campanha difamatória, imoral, criminosa e vingativa praticada contra a minha condição de magistrado e cidadão, com a invenção e a distorção de fatos a seu bel prazer, sob justificativa de “interesse jornalístico”, tem o claro objetivo de atingir minha honra, o meu compromisso com o trabalho judicante, a minha responsabilidade, meu caráter e o respeito a tudo o que construí nesses quase 29 anos na Magistratura, somente porque tive a coragem de não me curvar às suas vontades e às chantagens psicológicas que faz, por meio das concessões de Rádio e TV que possui”, disse.

Vale ressaltar, que os ataques feitos pelo apresentador, são visivelmente vingança por causa de decisões do juiz Roberto Taketomi, que proferiu sentença em processo por calúnia, injúria e difamação em favor do senador Eduardo Braga (MDB/AM).

“Não tenho medo de comunicadores que se arvoram de “donos da verdade”, quando não o são. E ninguém deveria ter, mesmo sob ataques imorais, ameaças e chantagens. Não há nenhum processo cível ou criminal em que eu figure como réu, bem diferente desse empresário, que coleciona inúmeras ações na Justiça Amazonense. Sou magistrado há quase 29 anos e jamais deixei de cumprir com o compromisso que assumi ao tomar posse na função de juiz. Meu compromisso é com a verdade, com o Direito e com a Justiça e adotarei todas as medidas judiciais cabíveis em defesa da minha honra”, esclareceu o juiz.

Posicionamento

Conforme noticiado pelo Radar Amazônico, no dia 14 de maio, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) se posicionou publicamente contra os ataques de Ronaldo Tiradentes.

Os desembargadores do TJAM fazem entender que é normal a não aceitação a uma sentença desfavorável, por isso que cabem recursos às decisões judiciais. “(…) decisão que lhe foi desfavorável sujeita aos recursos regulares, na forma da lei, como garantia de amplitude da sua defesa”.

Mas que a liberdade de imprensa não se destina e nem funciona como instrumento de vingança privada, nem de linchamento moral de quem quer que seja, pois tem limites exatamente onde começa o direito constitucional das instituições e pessoas de proteção do seu nome, imagem e honra.

Veja a nota do juiz Roberto Gomes Taketomi