Juíza federal nega liberdade a envolvidos na Operação Maus Caminhos

A juíza da 4ª Vara da Justiça Federal do Amazonas, Ana Paula Serizawa voltou a negar mais um pedido de liberdade provisória ao médico e empresário Mouhamad Moustafa, preso em 2018 acusado de chefiar uma organização criminosa que desviou mais de R$ 120 milhões do sistema de saúde pública do Amazonas. A decisão também atinge o advogado e ex-presidente da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás), Lino Chíxaro e o irmão do senador Omar Aziz (PSD), Murad Aziz, além de Gilberto de Souza Aguiar, Jader Helker Pinto e Marco Antônio de Jesus Barbosa. 

“Mantenho a decisão de indeferimento do pedido de liberdade provisória, por seus próprios fundamentos, sem prejuízo de reanálise do pedido por ocasião da sentença. Vista às defesas para que apresentem eventual manifestação”, disse a magistrada.

Os réus estão envolvidos na Operação Maus Caminhos que em 2016 desarticulou o esquema criminoso de desvios de recursos da saúde, e viraram alvos de mais uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas por supostamente terem acesso às informações sobre a deflagração da Operação Cashback, antes do cumprimento das medidas.

A decisão da magistrada foi publicada no Diário Oficial da Justiça Federal do Amazonas, nesta sexta-feira (4). (Veja documento no final da matéria)

Interrogatório

No último dia 2, o Radar publicou que a juíza Ana Paula Serizawa voltou a convocar Mouhamad para depor no próximo dia 17 de outubro,por volta das 9h, na sede da Justiça Federal. Além dele, a magistrada convocou a advogada Priscila Marcolino Coutinho para depor no mesmo dia.  Ela é cunhada de Mouhamad e apontada pela Justiça, como braço direito do empresário no esquema. 

Já no dia 17 de setembro, a juíza tinha convocado Mouhamad, Lino Chíxaro, Murad Aziz, Gilberto Aguiar, Jader Helker e Marco Antônio para interrogatório no dia 25

Confira decisão na íntegra