Juíza permite que Melo e Edilene saiam de Manaus

O ex-governador José Melo de Oliveira, cassado por compra de votos em 2017 e preso por um esquema de corrupção na saúde revelado na Operação Maus Caminhos, teve fixado um novo perímetro de confinamento pela Justiça Federal do Amazonas. A decisão, que também atinge a ex-primeira-dama do Estado Edilene Oliveira, foi da titular da 4ª Vara Criminal, juíza Ana Paula Serizawa, na última sexta-feira (13) e publicada nesta segunda (16), no Diário Oficial do órgão. (Veja decisão no final da matéria)

Com a decisão, Melo e Edilene que estavam proibidos de sair da capital amazonense sem autorização prévia da Justiça vão poder ter acesso ao sítio de propriedade do casal, localizado na rodovia AM -010, KM 123, município de Rio Preto da Eva. 

Para atender o pedido segundo a publicação, Serizawa considerou que foi reexaminado diversas solicitações de deslocamento ao local e de que os réus já frequentavam o sítio. 

Além disso, a juíza considerou o fato de que os municípios de Cacau Pirera, Iranduba, Manacapuru, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Itacoatiara e Borba possuem ativação para usufruto do equipamento de monitoração eletrônica. 

“Diante disso, considerando que os requerentes costumavam frequentar o sítio semanalmente, passando lá a maior parte de seus dias, e diante da informação de que há cobertura do sistema de monitoramento no local, retifico a decisão de fl. 578, para fixar o novo perímetro de confinamento dos réus, que passa a ser a cidade de Manaus e o município de Rio Preto da Eva”, diz a magistrada em sua decisão. 

Melo perde até conta bancária 

Em agosto deste ano, José Melo acabou perdendo a conta bancária que usava para receber a pensão vitalícia de ex-governador, após o Bradesco recorrer na Justiça Estadual.

Um mês antes, o ex-governador conseguiu reverter a decisão que suspendia a pensão vitalícia de R$ 26 mil reais que recebia por ter exercido o cargo. A decisão favorável foi do desembargador Aristóteles Thury, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

Confira a decisão na íntegra