Junta Governativa meteu a mão no dinheiro do Sindicato dos Trabalhadores da Justiça, denuncia dirigente

O coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Justiça do Estado do Amazonas (SINTJAM), Lindbergh Sá Valente, aponta membros da junta governativa que administrou por cinco meses o sindicato, como responsáveis por desviarem pelo menos R$ 19 mil para favorecerem a si próprios, aliados e amigos com empréstimos pessoais. E o fato dos atuais dirigentes do sindicato terem descoberto esse desvio de recursos é apontado por ele como o motivo para que um desses membros da Junta Governativa queira anular o último processo eleitoral do sindicato.

“Embora a investigação ainda esteja na fase inicial, já provocou temor entre os que lesaram os recursos dos mais de 800 filiados da entidade de que suas ações tenham de ser corrigidas por meio do ressarcimento dos valores pegos indevidamente, além de responderem a eventual processo. Um dos ex-integrantes da Junta (Mário Alexandre), que detinha nas mãos o acesso a conta bancária do sindicato, e, que representava a própria Chapa junto à Comissão Eleitoral, está tentando anular a eleição sem que tenha recorrido das decisões da Comissão Eleitoral, certamente contando com o beneplácito da Justiça para que os sindicalizados não tomem conhecimento dos desmandos financeiros”,conta Lindbergh.

De acordo com a denúncia, Roberto D’ávila Soares dos Santos embolsou R$ 6,5 mil; Mailson Rodrigues Pinheiro ficou com R$ 4,2 mil; Ivander Cavalcante Scantbelruy recebeu R$ 1,8 mil; Mário Alexandre Bento Albuquerque, outros R$ 4,4 mil e Pedro de Menzes Gadelha recebeu R$ 2,3 mil. Na ponta do lápis e com todos os zeros, foram exatos R$ 19.035,04.

“Isso constitui irregularidade por não ter o sindicato, entre suas atividades, a de ser um agente financiador de valores para dirigentes e amigos. A liberalidade foi constatada após análise preliminar das contas do sindicato promovida pela gestão atual. A Junta Governativa, que administrou o Sindicato dos Trabalhadores da Justiça do Estado do Amazonas durante cinco meses (07 de novembro de 2016 a 24 de março de 2017), concedeu indevidamente empréstimos no valor identificado até o momento de R$ 19.035,04 aos seus membros”, afirma o coordenador-geral do SINTJAM, Lindbergh Sá Valente.

Segundo Lindbergh Sá Valente as saídas do caixa do Sintjam foram destinadas para membros que compunham a Junta Governativa, para integrantes que concorreram à eleição e para amigos pessoais de membros da Junta.

COMPRA DE VOTOS

A atual administração do SINTJAM afirma também que há fortes indícios de compra de votos em valores que oscilam de R$ 500,00 a R$ 3.000,00, além de viagens à custa da entidade sindical.

“Os integrantes da Junta não poderiam representar o sindicato fora da cidade onde se localiza a sede em virtude de terem como única e exclusiva função os cuidados com a parte administrativa do Sintjam até que fossem realizadas as eleições. A coordenação apura se estes deslocamentos tiveram o intuito de obter apoio eleitoral”, diz Lindbergh Sá Valente.

O coordenador-geral, Lindbergh Sá Valente, declarou que a apuração irá continuar porque a função maior do sindicato e seus dirigentes é representar a categoria e não se valer da representação como meio de acesso a recursos que são de todos os sindicalizados.