Justiça condena Sotero a mais de 30 anos de prisão por matar advogado

Dois anos após matar a tiros o advogado Wilson Justo em uma casa noturna de Manaus, o delegado Gustavo Sotero, foi condenado a 30 anos e dois meses de prisão em regime fechado, por homicídio qualificado. Ele também perdeu o cargo público.

Sotero também foi condenado pela tentativa de homicídio da vítima Maurício Carvalho Rocha e, ainda, duas lesões  corporais (grave e gravíssima), respectivamente contra as vítimas Yuri José Paiva  Dacio de Souza e Fabíola Rodrigues Oliveira.

A sentença foi proferida nessa sexta-feira (29), pelo juiz Celso Souza de Paula da 1ª Vara do Tribunal da Comarca de Manaus, após três dias de julgamento, no Fórum Ministro Henoch Reis.

Mesmo tendo matado Justo e ferido mais três pessoas, Sotero reafirmou em depoimento a tese que os disparos foram em legítima defesa.

Ele foi condenado a 15 anos e 10 meses de prisão pelo homicídio de Wilson. Em relação à Fabíola, a sentença considerou lesão corporal gravíssima, com pena de 2 anos e 6 meses. No caso de Yuri, Sotero foi condenado a 2 anos e 6 meses. E pela tentativa de homicídio contra Maurício, a pena foi de 8 anos e 4 meses de prisão.

Conforme a sentença, Gustavo Sotero não poderá apelar da sentença em liberdade, ficando preso inicialmente em regime fechado. A defesa do réu anunciou a intenção de recorrer da sentença.

Atuação

O Conselho de Sentença foi formado por sete jurados (cinco homens e duas mulheres). O MP-AM esteve representado pelo promotor de justiça George Pestana e teve como advogados assistentes Anielo Aufiero, Catarina Estrela e Josemar Berçot. A defesa do réu foi feita pelo advogado Cláudio Dalledone e equipe.