Justiça do Amazonas repudia através de Moção Pública ataques pessoais de radialista ao juiz Roberto Taketomi

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) se posicionou publicamente, nessa sexta-feira (13), através de Moção Pública (ler documento no final da matéria) contra os ataques feitos pelo raduialista, Ronaldo Lázaro Tiradentes, ao juiz de Direito, Roberto dos Santos Taketomi. O magistrado vem sendo vítima de uma campanha de desqualificação moral feita pelo radialista, após tomar decisões punindo exatamente a esse tipo de postura do comunicador que ao ter seus interesses empresariais contrariados pratica assédio moral, cria fale news, persegue, tentar desmoralizar e ataca até mesmo a família de quem considera seus desafetos através de um programa de rádio que faz todas as manhãs.

A atitude do apresentador vem em resposta à decisão do juiz Roberto Taketomi que proferiu sentença em processo por calúnia, injúria e difamação em favor do senador Eduardo Braga (MDB/AM). O político também vem sendo vítima de uma campanha de desqualificação moral, há anos, por parte de Lázaro Tiradentes.

Os desembargadores fazem entender que é normal a não aceitação a uma sentença desfavorável, já que cabem recursos às decisões judiciais. “(…) decisão que lhe foi desfavorável sujeita aos recursos regulares, na forma da lei, como garantia de amplitude da sua defesa”.

O TJAM lembra que a liberdade de imprensa não se destina e nem funciona como instrumento de vingança privada, nem de linchamento moral de quem quer que seja, pois tem limites exatamente onde começa o direito constitucional das instituições e pessoas de proteção do seu nome, imagem e honra.

Eles fazem o radialista e empresário da Comunicação entender que a concessão pública de radiodifusão não pode e nem deve ser usada como aparelho para atacar os Poderes da República, difundindo descrédito e a desonra de seus órgão e membros.

Por fim, o Tribunal de Justiça afirma que não ficará inerte diante de condutas que possam macular a paz social, a independência funcional do magistrado e a soberania do Poder Judiciário Amazonense.

O documento é assinado pelo presidente do TJAM, desembargador Jorge Chalub, vice-presidente Wellington Araújo e a corregedora Nélia Caminha Jorge. A nota diz que a insatisfação do radialista com o juiz de Direito é totalmente injustificada e motivada por ressentimentos.

Veja a Moção Pública na íntegra