‘L7’, filho de Zé Roberto da Compensa é morto e tem cabeça levada por criminosos

Ao menos 20 homens invadiram a casa da mãe de Luciano. Além dele, o padastro de L7 também foi morto pelo grupo

Foto: Reprodução

Luciano Barbosa, conhecido como L7, foi morto na madrugada  desta quinta-feira (23), na comunidade rural Santa Maria, em Anamã (distante 161 quilômetros de Manaus). Cerca de 20 homens entraram na casa onde L7 estava morando e atiraram contra ele. Além disso, ele foi degolado e teve a cabeça levada pelos assassinos como “prêmio”. L7 era filho do narcotraficante Zé Roberto da Compensa.

A mãe de Luciano procurou a polícia após a morte. Ela revelou que L7 estava dormindo quando os homens chegaram de barco na residência e abriram fogo contra L7 e o atual marido dela, identificado como Silviney Oliveira Araújo e que também morreu no local. O padastro de L7, que não era ligado a facções, ainda se jogou no rio para tentar escapar, mas foi atingido pelos disparos.

Após matarem L7, os criminosos voltaram para a embarcação e fizeram vídeos com a cabeça de Luciano, apontando armas em direção a ela. Ele era considerado o cabeça de uma organização criminosa no AM. A mãe de Luciano foi a única presente no ataque que saiu viva.

A última prisão de Luciano foi em setembro do último ano, no Fórum Henoch Reis, no momento em que ele participaria de uma audiência no prédio. Ele é apontado como cabeça das mortes de Talyson dos Santos Souza e Rodrigo de Oliveira Lima, ocorridas em fevereiro de 2021, no bairro da Compensa.

A facção Família do Norte (FDN), agora Cartel do Norte (CDN),  que L7 comandava tem envolvimento com tráfico de armas, lavagem de dinheiro, homicídio, tortura, sequestro, roubo e evasão de divisa. Luciano viralizou no último ano após um vídeo em que ele falava que iria deixar o mundo do crime para buscar a Deus ser gravado dentro de uma unidade prisional do estado.

“Eu estou abrindo mão de tudo, quero mais não, para mim chega. Se não minha vida só vai ser essa aqui, cadeia ou morto. É de coração, espero que ele me entenda eu fiz o que pude. Não dá não se não vou acabar que nem meu pai. Eu não tive nem a oportunidade de ver meu filho, não estou nem há um ano na rua e já fui perseguido de novo. Chico Velho, tu é meu irmão mas para mim já deu. Quero que você tenha uma boa sorte aí que eu vou buscar a Deus e a minha família que está sofrendo muito. Assim como eu, eu não estou bem”, detalhou ele na época.

Luciano foi preso em 2013 por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e porte ilegal de arma de fogo, junto de Matheus Pereira Silva, 19. Na época L7 tinha 24 anos. Ele voltou a ser preso em março de 2014, acusado de ter  comandado a morte do delegado Oscar Cardoso de dentro da cadeia. A facção FDN, da qual Luciano fazia parte, foi fundada por seu pai, Zé Roberto da Compensa, junto de João Branco e Gelson Carnaúba. Todo o caso foi registrado na 81° Delegacia Interativa de Polícia (DIP), que irá investigar o caso.