Ladeado por Wilson Lima e coronel Menezes, Bolsonaro vai parar no chão do palco do Teatro Amazonas

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O “espetáculo” que estava marcado para acontecer no Teatro Amazonas, antes da Marcha pra Jesus, nesse sábado (29), no encontro do presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) com lideranças evangélicas, ficou mais para ópera-bufa – termo usado para descrever a versão italiana da ópera-cômica -, com o presidente Bolsonaro sentado no chão do palco do Teatro Amazonas, junto com Wilson Lima (União Brasil) e coronel Menezes (PL), numa posição quase de cócoras, desconfortável e até mesmo vexatória.

Pelo visto, as fontes que repassaram para a reportagem do Radar algumas informações extraoficiais, divulgadas ontem mesmo pelo Radar, sobre a reunião a portas fechadas feita por Bolsonaro com lideranças evangélicas, não mentiram.

Segundo as fontes, a reunião foi tão mal organizada que sequer tinha cadeira para o presidente da República se sentar. O jeito foi todo mundo se apertar, lado a lado, sentado no chão do palco do teatro. Mesmo com o forte calor que fez neste sábado em Manaus, não tinha sequer água pra servir ao presidente.

Bolsonaro teria reclamado da falta de organização do encontro e também achou acanhada a participação dos líderes religiosos locais. Messias Bolsonaro esperava um teatro completamente lotado, para ser aplaudido de pé, mas não foi isso que encontrou.

Talvez por isso não se alongou muito no discurso, focando sua “pregação” em estimular os pastores a servires de seus cabos eleitorais e colocarem na cabeça dos fiéis que sua candidatura é a luta do bem contra o mal, no caso ele diz que é o bem.

“Peço a vocês que falam para centenas, milhares de pessoas, mostrar para onde o Brasil pode ir”, disse Bolsonaro, usando o mesmo discurso de campanha da eleição passado quando espalhava o medo nos brasileiros, dizendo que o Brasil viraria uma Venezuela – levando em consideração a inflação, o desemprego, os preços do alimentos e o aumento da miséria, está bem parecido.

Bolsonaro saiu do Teatro Amazonas com cara de poucos amigos e o humor só foi ficando pior, com as manifestações do povo evangélico de que não estava satisfeito com o aparelhamento político-eleitoral da Marcha pra Jesus.