Líder do prefeito na CMM responderá na Justiça por impedir funcionária da saúde de receber vacina contra a Covid-19

FOTO:TIAGO CORREA/CMM

Após o líder de David Almeida na Câmara Municipal de Manaus, vereador Marcelo Serafim (PSB), publicar um vídeo em suas redes sociais coagindo uma mulher por estar, supostamente, furando a fila de vacinação contra a Covid-19, a Clínica Oncológica e Radiológica Oncoclin divulgou, nesta segunda-feira (8) uma nota repudiando o ato e afirmando que tomará medidas cabíveis. Segundo a clínica, a funcionária estava em seu direito de ser imunizada.

O episódio aconteceu no último sábado, dia 6, quando o vereador líder Marcelo Serafim gravou um vídeo da mulher que tentava se vacinar no posto de vacinação da Universidade Paulista (Unip). Marcelo afirma, no vídeo, que ela não tinha direito pois fazia parte dos grupos 4 e 5, sem prioridade naquele momento, impedindo-a de ser imunizada naquele local.

A Oncoclin usou como base uma Nota Informativa Conjunta editada pela Fundação de Vigilância Sanitária (FVS-AM), que descreve a cobertura vacinal e definição de critérios para priorização dos trabalhadores de saúde de Manaus na Campanha de Vacinação contra a Covid-19. A clínica afirma que a colaboradora, que é recepcionista, se enquadra no Grupo Prioritário 2 (GP2), tendo direito à vacinação destinada aos trabalhadores de serviços oncológicos, clínicas radiológicas e renais.

“Estamos cumprindo as normas governamentais e municipais à risca. Vimos o esforço hercúleo de vários poderes para iniciar a vacinação em Manaus e a atitude do vereador Marcelo Serafim é desproporcional, colocando em xeque todo o processo que vem sendo realizado pela Prefeitura de Manaus”, afirma o diretor executivo da clínica, Thiago Silva.

A direção da Oncoclin afirma que “tomará as devidas ações cabíveis para reparar o dano causado à empresa, com a retirada da publicação e a divulgação correta prevista na Nota Informativa Nº 05/2021, além do direito de resposta, que é uma garantia constitucional que assegura defesa a qualquer pessoa física ou jurídica, ofendida na divulgação de uma afirmação ou notícia incorreta”.

Ainda de acordo com a clínica, a prova do direito que ela poderia ser vacinada é que a funcionária foi imunizada, normalmente, em outro posto de vacinação.