Liderança dos servidores da Saúde denuncia atraso de salários de até seis meses

presidente do SindPriv 2

Mais de oito mil trabalhadores terceirizados da área de saúde no Amazonas podem ficar seis meses sem receber os salários, segundo o enfermeiro Ailson Zane de Albuquerque (foto), coordenador-geral do Sindipriv (Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Saúde Privada). Nesta terça-feira 15, junto com Guilherme Cavalcante Moreira, secretário-geral da entidade e outros profissionais de saúde, Ailson Zane ocupou a tribuna da Assembleia legislativa do Estado (Aleam) para denunciar a situação difícil de servidores que, além de três meses de salário atrasado, também não estão recebendo vale-alimentação e nem vale-transporte. Segundo ele, o atraso nos salários pode chegar a 180 dias porque o secretário de Estado da Fazenda, Afonso Lobo, disse que só poderá regularizar a situação dentro de mais 90 dias.

Para o deputado Vicente Lopes (PMDB), que é médico, a denúncia é muito séria e a situação desses servidores precisa ser resolvida logo. “Eu me solidarizo com esses trabalhadores que não estão recebendo os salários e nem outros direitos trabalhistas. Não posso concordar com essa atitude do governo estadual. São pais e mães de família passando necessidade diante do atraso no pagamento dos salários. Declaro minha solidariedade a todos, esperando que o governo demonstre sensibilidade diante do problema”, afirmou Vicente Lopes.

Durante a sessão plenária desta terça-feira, o deputado José Ricardo (PT) informou que vários trabalhadores terceirizados estavam na galeria da Assembleia Legislativa, para denunciar a situação, que ele definiu como “caótica”. Então Ailson Zane ocupou a tribuna para falar do problema. Depois, em entrevista na sala de imprensa, ele explicou: os servidores terceirizados atuam diretamente na rede hospitalar e laboratórios do Estado e agora o secretário da Sefaz (Afonso Lobo), fala em fazer o pagamento apenas em 90 dias e se tal acontecer, serão 180 dias sem salário.

Paralisação

Ao ser indagado o que poderia acontecer com mais tempo sem o pagamento dos salários e outros direitos trabalhistas, Ailson Zane respondeu: “O Sindicato já está tomando providências em nível do Judiciário. Mas precisamos ampliar mais, precisamos do apoio   desta Casa. Os trabalhadores já estão saturados. Na realidade, muitos estão faltando porque não tem vale-transporte. E se não resolver? Talvez venha uma paralisação geral”.