Lo que siente? Tiene dolor?

Tradução: O que você sente? Está sentindo dor? Isso foi o que um médico cubano disse ao paciente brasileiro logo que ele entrou no consultório. A única palavra que ainda deu pro caboclo entender, mal e mal, foi “siente” que pra ele, nada mais era, do que uma determinação pra se sentar. E foi o que ele fez, se sentou. O médico insistiu: Lo que siente? Já tô sentado doutô, disse o paciente. O médico decide não mais perguntar, e pega o paciente pelo braço, mandando que ele se deite na maca: “Acuéstese aqui em la Camilla – deite aqui na maca”. O caboclo já desconfiado, vira e diz: “Acu… o quê?. Não tô entendendo essa cunversa (sic), e meu nome não é Camila não doutô, sou é homem. Na tentativa de se fazer entender, o médico passa pra mímica, e começa a apalpar o próprio corpo, perguntando : “El dolor en la espalda (dor nas costas)”, diz o médico tentando alcançar as costas com a mão, o que fica parecendo que ele está se abraçando. “O dolor el pecho, ou es en los genitatales (ou a dor é no peito ou nos orgãos genitais)?”, pergunta o médico esfregando a mão no peito e levando a mão ao pênis. Aí o caboclo já não falou mais nada, saiu correndo porta a fora e gritando que o médico era doido e tarado (licença poética pra contar causo (sic)/Any Margareth).

Cubano/índio

O deputado Marcelo Ramos, foi além nas divagações sobre o relacionamento médico/paciente ao falar  de um profissional cubano que vá atender pacientes em comunidades indígenas. “Eu fico imaginando o diálogo de um médico cubano e de um indígena”, disse o parlamentar ao defender o exame de revalidação do diploma para os médicos estrangeiros poderem atuar no Brasil, assim como um período de treinamento para poder lidar melhor com as diferenças de linguagem. E a gente aqui no Radar morreu de curiosidade pra saber o que o deputado imaginou, porque infelizmente ele não não contou.

Cuba ou de Ciudad del Este

E dava até pra pensar que o deputado Sinésio Campos estava confundindo Cuba com Ciudad del leste, no Paraguai, a cidade dos sacoleiros que trazem produtos importados para o Brasil. Sinésio repetiu, não deu nem pra contar quantas vezes, a expressão “médicos importados”, e até chegou a falar deles como se fossem aqueles produtos “meia-bomba”, pra lá de falsificados que vem parar aqui no Brasil , ao dizer que no Amazonas se precisa de “importados de qualidade e não importado sucateado”. E o povo aqui do Radar pra lá de inspirado já criou até o “médico-sucatão”, aquele que se veste como médico, fala como médico, diz até que estudou medicina, mas na verdade não sabe nada do ofício.

Filhotes petistas

E o tucano Mário Frota não perdeu tempo de alfinetar seus colegas vereadores petistas com a polêmica do programa Mais Médicos. Segundo ele, os médicos que estão vindo de Cuba não passam de filhotes dos chefões do PT que não tiveram competência para serem aprovados em universidades  públicas brasileiras. E quando o “papai petista” traz de volta não consegue nem passar no teste de revalidação do diploma. “Não chega a 2% o índice de aprovação no teste”, comentou o tucano.