Luiz Castro cobra estrutura e reforço efetivo na segurança pública de Borba

O deputado Luiz Castro (Rede) cobrou investimentos e reforço no efetivo da segurança pública nas cidades do interior do Estado. O pronunciamento do parlamentar foi feito na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) nessa segunda-feira (10), após o episódio do linchamento de um jovem, suspeito de homicídio no município de Borba (a 151 km de Manaus), nesse domingo (8).

“Não dá para dizer que isso é um sistema de segurança”, disse Castro, falando sobre o caso específico onde na última quarta-feira (4) aconteceu o estupro e assassinato de uma menina de 14 anos. Gabriel Cardoso, principal suspeito dos crimes, foi entregue à polícia pelo pai. O jovem foi conduzido ao quartel da Polícia Militar (PM) do município, de onde foi retirado à força por populares revoltados, que o espancaram até a morte e depois atearam fogo ao corpo do mesmo. “Um ato de total barbárie”, definiu o parlamentar.

Segundo Castro, esse ato só ocorreu em razão da falta de efetivo e de estrutura da segurança na cidade. E a mesma falta de investimento se repete em todas as outras cidades do interior do Estado. “As intervenções estruturais tem que ser feitas em várias direções”.

É preciso, na avaliação o parlamentar, não apenas aumentar o número de policiais, mas qualificá-los e equipá-los, melhorar as condições de trabalho desses policiais, aliado às ações como um grande reforço nas áreas de fronteiras, reestruturação do sistema penitenciário, com parcerias público-privadas, objetivando reduzir custos.

Durante o discurso, o deputado relembrou que fez um relato na mesma tribuna sobre a lamentável situação que encontrou no sistema de segurança e proteção de garantias em Borba. Disse que visitou a delegacia daquela cidade, onde foi recepcionado por um único investigador de polícia, que naquele momento, em face de ausência temporária do delegado, assumia concomitantemente as suas próprias funções, a de recepcionista da delegacia, a de carcereiro e a de delegado em exercício, tudo isso numa cadeia com mais de 28 presos em duas celas superlotadas.

Com informações da assessoria do deputado