Luiz Castro comenta levantamento feito pelo IBGE que aponta 202 escolas em estado crítico” no interior do Amazonas

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O deputado estadual Luiz Castro (PPS) repercutiu durante o grande expediente da sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta terça-feira (23), os dados estatísticos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do Ministério da Educação que apontam que 202 escolas estão “em estado crítico”. Segundo o levantamento feito pelo IBGE, a situação das escolas rurais do Amazonas só não é pior do que a existente no Pará.

O parlamentar defendeu a necessidade de um programa que integre a União, estados e municípios para resolver o problema das escolas rurais, assim como medidas específicas que atendam as características da região amazônica.

“O chamamento que faço aqui é que não dá mais para ignorar que o ensino rural precisa ser apoiado por estados e pela união. Que nós precisamos ter um programa federal acompanhado e integrado por programas estaduais para a educação nas comunidades rurais, em especial na Amazônia, cuja dificuldade de acesso torna a logística do processo de educação muito cara. Nós não acompanhamos a evolução na formação do quadro de professores que avançou com a UEA e com a UFAM, mas não conseguimos acompanhar nas condições de ensino, estrutura, acesso a internet, biblioteca, suporte para moradia dos professores, a merenda escolar”, disse.

Na avaliação de Luiz Castro, a precariedade das escolas rurais reflete situação de exclusão dessas populações amazônicas, que também enfrentam dificuldades em outras áreas, como acesso à  saúde, luz elétrica, à justiça e previdência social. “Nesses locais residem populações extremamente vulneráveis, pobres, sem acesso a serviços públicos de qualidade. Precisamos ter de fato um programa social e econômico para as comunidades mais pobres; precisamos focar políticas públicas do estado e do governo federal e fiscalizar e apoiar as prefeituras para que elas façam a sua parte e responsabilizar quem não está fazendo a sua parte na educação, na saúde, na comunicação e no acesso aos benefícios da Previdência Social”, defendeu.