Luiz Castro elogia atitude de Thomaz Nogueira de explicar os motivos de sua saída da Suframa

castro

Em Comunicado de Liderança, o deputado estadual Luiz Castro (PPS) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta terça-feira (28), para comentar sobre o pedido de exoneração apresentado pelo superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Thomaz Nogueira.

“O fato que observamos é que a saída de Thomaz Nogueira, representa um grito de alerta à sociedade amazonense, pois ele coloca com muita clareza, que apesar do empenho político das forças situacionistas federais para a prorrogação do artigo da Constituição, que garante os incentivos do PIM (Polo Industrial de Manaus), essa mesma linha de pensamento e de ação não perpassa pelas estruturas do governo federal”, analisou.

Para Luiz Castro, o que ele classificou como “abandono da Suframa e desestruturação progressiva” da Suframa está na contramão do discurso de apoio ao Polo Industrial de Manaus que se apregoa. “Uma situação fácil de analisarmos pelo fato de que quando a Suframa se viu impedida de utilizar os serviços terceirizados da Fucapi (Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica) ficou com quadro de pessoal reduzido, defasado, mal remunerado, desvalorizado e insuficiente para fazer frente aos desafios de implementação de um modelo que não é somente para ceder incentivos, mas pela lei, um modelo de desenvolvimento econômico e social da região e não apenas do Amazonas”, afirmou.

Na avaliação do deputado, a Suframa perdeu a capacidade instrumental de ser promotora desse desenvolvimento com projetos próprios, além de não poder dispor dos recursos arrecadados, que são contingenciados e não lhes são liberados nem a proporção de 20%. “Hoje ela não dispõe sequer de pessoal suficiente e bem remunerado para fazer frente aos desafios de gerir uma estrutura que abranja uma área imensa do território brasileiro do ponto de vista de promoção do desenvolvimento sustentável”, assinalou.

O deputado disse que concorda com a atitude de Thomaz Nogueira de sair e explicar como e porque está saindo, além de se solidarizar com os servidores do órgão, “pois sabe que sem a devida valorização profissional do servidor público seja federal, estadual ou municipal não se tem política pública de qualidade”.