Lula prega união entre divergentes e defende soberania do país

Foto: divulgação

Evento de pré-lançamento da chapa Lula-Alckmin à Presidência da República na manhã deste sábado (7) em São Paulo teve romance e clima de festa. Políticos de partidos aliados, representantes de movimentos sociais e celebridades participam da cerimônia, assim como a noiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Rosângela da Silva, a Janja.

Candidato a vice na chapa, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) discursou apenas por vídeo, na sexta-feira (6) ele foi diagnosticado com Covid-19.

Tanto Lula quanto Alckmin, que eram adversários políticos, exaltaram a união. Em seu discurso, o petista citou uma frase do educador e filósofo Paulo Freire para justificar a parceria entre os dois. “Nunca me esqueço das palavras de Paulo Freire: ‘É preciso unir os divergentes para melhor enfrentar os antagônicos’”, ressaltou.

O ex-presidente disse que nem ele, nem Alckmin sabiam do discurso um do outro, mas que as duas falas tiveram o mesmo sentido pregado pelo patrono da Educação brasileira. “Estamos pensando muito parecido”, disse Lula.

Já o ex-governador, em sua fala, fez uma brincadeira. Apelidado de “chuchu”, em alusão a crítica de que é “um político meio sem gosto”, ele disse que Lula cai bem com chuchu e que espera que esse prato se torne um hit.

O petista se posicionou contrário às privatizações, classificou a política econômica do atual governo como “irresponsável e criminosa” e apontou a volta da fome ao país.

“Nossa soberania e democracia são constantemente atacadas pela política irresponsável e criminosa do atual governo. Desmontam, sucateiam e colocam à venda nossas empresas mais estratégicas. Entregam de mão beijada o patrimônio do povo brasileiro”, disse.

O ex-presidente condenou o garimpo em terras indígenas e relembrou a recente morte de uma menina Yanomami, estuprada por garimpeiros. Ao fim de sua fala, Lula ressaltou que se casará ainda este mês com a socióloga Janja.