Anúncio Advertisement

Lute como uma menina!

Sentei em frente ao computador para escrever mais um texto para a coluna Na mira. Os prováveis assuntos abordados nesse texto já estavam pré-definidos, um de economia ou outro de política. Ambos extremamente sérios, pesados, porque dizem respeito a políticas públicas que interferem na vida e no futuro dos trabalhadores, homens e mulheres que têm sido duramente apenados nesses País como se tivessem cometido algum crime que ninguém diz qual é. Mas, outro fato entrou na mira do Radar de euzinha.

Lembrei do jogo da seleção brasileira contra a Jamaica na Copa do Mundo de Futebol Feminino e não resisti em ligar a televisão. E como todo brasileiro, louca por futebol, não consegui mais tirar os olhos da tv. Porém, tinha que escrever! E decidi pedir uma licença literária para os leitores do Radar e escrever sobre o jogo que se desenrolava a minha frente. Passar pro papel virtual e dividir com vocês emoções e pensamentos que são tão importantes quanto os temas de economia e política que iria abordar.

Quer ver? Olhe o que fez a atacante da seleção brasileira, Cristiane, na ausência da craque Marta, uma jogadora que tem mais títulos (seis) de melhor do mundo do que o argentino Lionel Messi (cinco). Cristiane chamou para si a responsabilidade e comandou um time para a vitória por três a zero. Como se não bastasse ser a autora dos três gols, correu atrás da bola nos pés das adversárias, foi incansável na defesa, deu passes certeiros para as companheiras, gritou, motivou…. lutou durante todo o tempo em que a bola rolou.

Dentro de campo, outra recordista de feitos no futebol, Miraildes Maciel Mota – pelo nome num dá nem pra saber quem é, né gente? –, mais conhecida pelo apelido de formiga, entrou em campo para sua sétima Copa do Mundo, mais vezes defendendo a seleção do seu país do que qualquer outro jogador do planeta.

Formiga, aos 41 anos de idade, deu uma aula de resistência e persistência e parecia se multiplicar no campo tirando bolas perigosas das jamaicanas na grande área brasileira.

E como é difícil dividir bolas com essas jamaicanas gente! Elas entram forte na bola e, muitas vezes, pegam a perna também. E tem um negócio de usar o braço na disputa de bola e pegar no pescoço ou na cara que é quase um nocaute, meu povo! Mas as meninas no Brasil não fugiam das divididas não!

E eu aqui não sabia se gritava ou se escrevia, fiz mesmo foi as duas coisas. Mas vi com orgulho que as meninas do Brasil não fogem a luta! E, como elas, os trabalhadores e trabalhadoras desse país também não! Vamos jogar esse “jogo sujo” de poder e vamos vencer! Vamos lutar como meninas!