Mãe do deputado Delegado Pablo, alvos de operação da PF, era secretária do Governo de Wilson Lima

A mãe do deputado Delegado Pablo (PSL), Eda Maria Oliva Souza – ambos alvos da Operação Seronato, deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira 15 – era diretora presidente do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal do Amazonas (Idam) desde o ano passado.

Eda Maria Oliva Souza tinha status de secretária de Estado e recebia, mensalmente, R$ 12,2 mil líquidos, segundo dados do Portal da Transparência.

O filho, o deputado federal Delegado Pablo, foi um dos apoiadores da campanha de Wilson Lima ao Governo do Amazonas e mantém estreita relação com o governador desde então.

Coincidentemente, sem motivo aparente, no último dia 8 de maio, Eda Maria Oliva Souza foi exonerada do cargo pelo governador Wilson Lima. Em seu lugar, assumiu Valdenor Pontes. (veja a exoneração no fim do texto)

A Operação

O deputado federal Delegado Pablo (PSL-AM) e a mãe, Eda Maria Oliva Souza são alvos da Operação Seronato que apura crimes como corrupção, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Também são alvos outros dois familiares do deputado e dois empresários.

A assessoria da PF informou que as provas da materialidade delitiva e indícios de autoria colhidos ao longo do Inquérito Policial indicam que o deputado federal Delegado Pablo teria se prevalecido do cargo ao fazer mau uso das informações obtidas durante a investigação que culminou na Operação Udyat, deflagrada em 2012, para viabilizar, de forma indevida, o agenciamento da venda de uma empresa pertencente a sua mãe pelo valor de R$500 mil.

A Polícia Federal pretende esclarecer as possíveis ocorrências de crimes de falsidade ideológica, favorecimento em razão do cargo e lavagem de dinheiro, em relação a fatos que envolvem a subcontratação, realizada por um consórcio de empresas que atuou na construção do Aeroporto Internacional de Manaus, para que a empresa registrada em nome da mãe do deputado federal Delegado Pablo executasse o paisagismo do aeroporto por R$1,2 milhão.

Veja o decreto de exoneração