Mais de 2,5 mil profissionais da educação do AM testaram positivo para Covid-19 e aulas da rede pública são mantidas

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Foto: Divulgação

Mais de 2,5 mil profissionais da educação testaram positivo para Covid-19 no Amazonas conforme balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc-AM). O Estado do Amazonas foi o primeiro do país a voltar com as aulas presenciais da rede pública.

A reabertura das escolas da rede estadual ocorreu no dia 10 de agosto, porém o governo só deu início à testagem em massa, oito dias após o início das aulas presenciais.

Segundo os dados de testagens realizadas entre os dias 18 de agosto e 21 de setembro, são apontados 8.129 testes aplicados, 5.587 resultados negativos e 2.542 resultados positivos. Ainda conforme os dados da Seduc, 2.094 profissionais estavam fora do período de transmissão da doença e outros 448 ainda estavam com infecção ativa.

Nessa quinta-feira (24), o Governador Wilson Lima anunciou através de transmissão nas redes sociais oficiais do Governo, um novo decreto que restabelece as medidas de restrição contra propagação do novo coronavírus, em que fecha bares, praias, casas de show e flutuantes, mas ainda mantém as atividades presenciais na rede estadual de ensino.

Em boletim divulgado pela Fundação de vigilância Sanitária (FVS-AM) nesta quinta-feira (24), o Amazonas registra oito óbitos e 876 novos casos de Covid-19.

Casos de Covid-19 durante voltas às aulas

Na última terça-feira (22), o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) realizou um ato em frente à Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), denunciando que números da pandemia estão subnotificados.

“O máximo que se poderia esperar para a área da educação seria de 15%, mas a secretária afirmou que já esperava 30% é realmente um cinismo muito grande, tentando enganar a população de que é um índice normal”, afirmou o o coordenador de comunicação da Asprom Sindical Lambert Melo.

Ainda segundo Lambert de Melo, o sindicato já está no 47º dia da greve e continuará por tempo indeterminado, afirmando que o ambiente escolar é um foco de contaminação do vírus.

(*) com informações do G1