Mais de 3 mil pessoas participam da abertura do Festival Folclórico do AM

Mais de três mil pessoas passaram pelo primeiro dia do 62º Festival Folclórico do Amazonas para acompanhar a apresentação de cinco grupos da categoria Bronze. A abertura aconteceu nessa terça-feira (12), no Anfiteatro do Complexo Turístico da Ponta Negra, zona Oeste. A programação continua até o dia 23 deste mês.

O primeiro grupo a se apresentar, no Dia dos Namorados, foi a quadrilha tradicional Alegria Caipira que encenou um casamento em homenagem à data e ao santo casamenteiro, Santo Antônio. No público, uma espectadora especial assistiu os 33 minutos de apresentação em pé: dona Sebastiana Nunes da Rocha, aos 78, acompanhou pela primeira vez a apresentação da neta. “Ainda não tinha assistido. Foi muito bom, muito legal. Ainda não tinha vindo ao festival na Ponta Negra. Está tudo lindo”, afirmou.

E quem comandou a festa falou sobre a responsabilidade de ser o primeiro grupo driblando os imprevistos. “Enfrentamos muita emoção e uma grande luta durante seis meses para trazer um grande espetáculo. A gente veio com muito carinho, ultrapassando todas as barreiras para chegar aqui, inclusive desviando de acidentes de trânsito, mas deu certo. Estreamos com pé direito”, destacou Luiz Roberto de Souza, presidente do Alegria Caipira, que levou para o tablado 24 pares, oito coordenadores e cinco diretores.

A quadrilha cômica Garotas da Noite levou um conto de fadas ‘para lá’ de irreverente, arrancando gargalhadas da plateia que já lotava o Anfiteatro da Ponta Negra, às 20h10. Em seguida, a dança nordestina Vingadores de Virgulino invadiu o palco de cangaceiros em um show de brilho e passos marcados.

Penúltima dança a se apresentar, a quadrilha cômica Papudinhos na Roça mostrou que é possível dançar e protestar ao mesmo tempo. A quadrilha levou palhaços ao palco e pediu respeito aos profissionais da alegria.

Encerrando a primeira noite do festival, a dança alternativa União Hit Dance na Roça levou uma mistura de ritmos. “É um desafio, uma luta muito grande, mas é satisfatório. Se apresentar para o público dá ao folclorista um brilho no olhar. É um trabalho de seis meses e, quando subimos nesse tablado sagrado, tudo se transforma. O tablado é onde os brincantes se sentem artistas valorizados e tudo aquilo que foi suado e dolorido se torna felicidade”, destacou Maicon Costa. O grupo levou 55 brincantes do bairro do Educandos, zona Sul.

Além das danças, o festival conta com a feira gastronômica Rota dos Chefs com mais de 30 opções de barracas com itens custando entre R$ 5 e R$ 15. As barracas abrem ao público a partir das 17h.