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Mais uma vez, o povo falou e o Radar respondeu (veja vídeo)

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Primeiro, foram os agricultores de Novo Remanso, que entraram em contato com o Radar, em busca de saber por que eles não conseguiam financiamentos, através do FNO Emergencial, uma linha de crédito de R$ 350 milhões (R$ 200 milhões para o Amazonas), para dar auxílio financeiro aos produtores rurais atingidos pela enchente de 2012. O programa FNO Emergencial foi criado pelo Governo Federal, no ano passado, e anunciado pelo senador Eduardo Braga. Os agricultores reclamavam que cumpriram todos os trâmites burocráticos junto ao IDAM e ao BASA para se habilitarem a conseguir os financiamentos.

Eram convocados, através de listas com nomes e datas, para o receberem os recursos, mas chegavam na agência do Basa de Itacoatiara, e sempre havia um problema. Ou o dinheiro ainda não estava liberado, ou não havia sistema. Assim como foi relatada, publicamos a denúncia. Podíamos ter parado por aí, afinal fizemos nosso dever de casa, o povo falou e nós denunciamos. Mas, como aqui questionamos até a nós mesmos, exercício de autocrítica que faz bem pra mente e pra alma (seria tão bom que certas pessoas experimentassem) decidimos que não basta dar voz ao povo, tem que fazer com que a voz seja ouvida. Se a palavra fica apenas impressa num lugar qualquer, se ela não serviu para melhorar a vida de alguém, ela é letra morta.

Então, a palavra se fez verbo, ligamos pra tudo que foi lugar, contamos a história um monte de vezes, reclamamos, meio que xingando. E, o nosso recém-nascido Radar, com seus dois meses de idade, fez barulho. De repente veio ligação telefônica de Novo Remanso, a agricultora que fez o primeiro contat o conosco, Auxiliadora Nascimento, comemorando o fato de que o banco marcou a liberação dos financiamentos para o próximo dia 28 de maio, ou seja, amanhã. Agora, foi a vez de Eirunepé, e seu povo aflito com um matadouro de gado no meio de um lixão, abate dos animais feitos no chão, homens caminhando sobre sangue e pedaços do gado abatido, cães comendo no local e crianças pegando restos dessa carne pra se alimentar. Postamos um vídeo com essas cenas, confesso não consegui chegar no final, o estômago ficou embrulhado”, entre o nojo e a raiva. Veio ainda as denúncias de que haveria a forte suspeita do gado estar contaminado com a bactéria da brucelose, doença infeciosa que é transmitida para os seres humanos. Essa carne contaminada estaria sendo fornecida até para as escolas e o hospital da cidade, e viria de várias fazendas, inclusive de um dos maiores criadores da região, o ex-prefeito Dissica Valério Tomaz, que possui um rebanho de cerca de 3.000 cabeà §as de gado.

Lá foi o Radar fazer barulho de novo nos ouvidos dessa gente que, muitas vezes, parece ficar surda quando se trata das queixas do povo. Saimos ligando pra uma lista de telefones de Envira e de Eirunepé, pros técnicos da Sepror, do IDAM, da ADAF, repassamos as reclamações do povo e ouvimos que somos encrenqueiros, que estamos fazendo política e servindo a oposição – rótulos que ao invés de nos incomodar só nos motiva, tá gente? Ficamos entre o sentimento de espanto e insatisfação (pra não dizer coisa pior) ao ouvir pelo telefone o diretor-presidente da ADAF (Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas), Sérgio Muniz, confirmar mais uma denúncia do povo de Eirunepé. Eles disseram que o matadouro foi fechado, mas o gado das fazendas do ex-prefeito não foram inspecionados pelo veterinário da ADAF (Cristian). O motivo nem precisa dizer, né mesmo? A resposta dada pelo Sr. Sérgio Muniz foi: “o matadouro foi lacrado. Mas, a inspeç ão nas fazendas, será feita num segundo momento”. Segundo momento? E o agente público ainda contou, com a maior naturalidade, que estava em reunião em seu gabinete com o ex-prefeito e com o atual prefeito de Eirunepé(Bara), em Manaus. Mas, assim como prometemos para os cidadãos de Eirunepé que fizeram contato com o Radar, aqui não nos omitimos de buscar respostas. Aqui não tem esse negócio de deixar pra lá, de ter amnésia proposital ou se preocupar com os rótulos (xingaamentos) que vão nos dizer. Por isso, fomos atrás de quem tem autoridade para dar uma resposta à população daquele município, o secretário de Estado de Produção Rural, Eron Bezerra, secretaria da qual a ADAF é vinculada e tem que prestar contas de seus atos. Eron Bezerra dá as respostas para o povo de Eirunepé e o Radar continuará acompanhando bem de perto as soluções dadas para o problema. Any Margareth

Veja o vídeo: