Mandetta caiu porque viu a verdadeira face do Messias

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Em uma de suas entrevistas, após ser anunciado pelo presidente Messias Bolsonaro, como o escolhido para suceder a Luiz Henrique Mandetta no Ministério da Saúde, o oncologista Nelson Teich, disse existir “um alinhamento completo” entre ele e Bolsonaro.

Essa declaração me deixou ainda mais tensa do que já estava com o anúncio da saída de Mandetta do Ministério da Saúde porque é humanamente impossível, conceber que um profissional de saúde, alguém que lida com a missão de salvar vidas, tem qualquer tipo de alinhamento com Bolsonaro, alguém que dá pouco ou nenhum valor a vida dos mais pobres, do povo das periferias, dos desassistidos, dos negros, dos índios…

Quem não lembra do então deputado federal Bolsonaro, em entrevista ao programa Câmera Aberta, da emissora de televisão Band, em 1999, defendendo uma guerra civil onde morressem pelo menos 30 mil no Brasil. “O voto não vai mudar nada no Brasil. Só vai mudar, infelizmente, quando partirmos para uma guerra civil, fazendo um trabalho que o Regime Militar não fez. Matando uns 30 mil…”.

Messias Bolsonaro nessa entrevista tratou a morte de 30 mil numa guerra civil com a mesma frieza com que trata a possibilidade de milhares de mortes nessa pandemia, friamente, como perdas necessárias para salvar a economia do País. A face da morte não espanta, nem entristece Messias Bolsonaro, provocando a mesma falta de emoção que se via em outros seres da sua espécie que comandaram países pelo mundo.

Durante essa pandemia de coronavírus, Bolsonaro tem escancarado sua verdadeira face, aquilo que está na cara, mas que milhares, senão milhões de brasileiros, não conseguiram enxergar – tem uns que ainda não conseguem – o pior cego é aquele que não quer ver, diria minha mãe!

E foi essa face da Medusa com seus cabelos de serpente que o ministro Mandetta conseguiu enxergar no Messias e fugir antes de se transformar numa estátua de pedra, sem coração e sem vida.