Manifestação em Parintins: professores cobram transparência do Governo sobre uso do Fundeb

Um grupo de professores da rede estadual de educação no município de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus) realizaram um protesto, nessa quarta-feira (5), para cobrar do Governo do Estado maior transparência na aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

De acordo com a professora Keila Nogueira, da Comissão do Movimento de Luta dos Servidores da Educação de Parintins, a manifestação é para chamar atenção sobre as irregularidades feitas pela Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino do Amazonas (Seduc-AM), referente ao uso do recurso federal.

“Segundo o Governo não teremos sobra do Fundeb, mas sabemos através do portal de transparência do Tesouro Nacional, por exemplo, que o Estado recebeu mais de 1 bilhão até junho deste ano. No entanto, não se sabe o quê foi feito com R$ 379 milhões desse valor. Reivindicamos a transparência porque as contas não batem”, afirmou.

Assim como o Radar noticiou na matéria “TCE diz que Governo não aplicou nem o mínimo de recursos exigidos por Lei na Educação“, a professora lembrou sobre o alerta feito pela Corte de Contas do Estado. “Segundo o alerta, o Amazonas não tinha destinado nem 25% dos recursos em despesas com a educação, apenas 15,76%. Já sobre o orçamento de 60%, a aplicação foi de apenas 43,30%. Exigimos saber a destinação desse recurso, que não foi para onde deveria”, cobrou Keila.

A professora disse ainda que, esse foi o primeiro protesto no município, que reuniu cerca de 50 profissionais da educação na Praça da Liberdade. “Essa mobilização reuniu não só professores, mas merendeiros, vigias, administrativos entre outros. Vamos reunir a categoria em um número maior e vamos fazer uma nova manifestação. A intenção é continuar protestando até nos derem uma resposta”, avisou.

Além de Parintins, a comissão informou que houve protestos nos municípios de Barreirinha e Nhamundá.