Manifestantes vão às ruas pelo país em atos contra Bolsonaro


Manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro convocadas pelo MBL (Movimento Brasil Livre) e pelo VPR (Vem Pra Rua) estão programadas em diversas cidades do país neste domingo (12), com adesões na oposição para além da direita. Pela manhã, grupos começaram a se reunir no Rio e em Belo Horizonte. Em São Paulo, os atos devem começar à tarde.

Há passeatas previstas em 15 capitais, com foco especial dos mobilizadores para as cidades que tiveram grandes multidões na terça-feira passada, com as manifestações bolsonaristas do 7 de Setembro, que incluíram bandeiras antidemocráticas e discursos autoritários de Bolsonaro. O principal será na avenida Paulista, a partir das 14h.

Apesar da adesão de alguns partidos e grupos de esquerda, a principal resistência se dá no PT, que guarda mágoas com os dois grupos organizadores pelos protestos em favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e se incomodaram com o mote “nem Bolsonaro nem Lula”, depois atenuado, na divulgação dos novos atos.

Ato contra Bolsonaro no Rio começa com diversidade de bandeiras

Bandeiras e faixas de movimentos como MBL (Movimento Brasil Livre) e UJS (União da Juventude Socialista) começaram a ocupar a orla da praia da Copacabana, na zona sul do Rio, em manifestação contra Jair Bolsonaro. O ato marcado para este domingo (12) reúne bandeiras diversas, com a pauta conjunta de pedido de impeachment do presidente. No carro de som do MBL, membros da UNE (União Nacional dos Estudantes) discursaram em defesa de uma frente ampla contra o Bolsonaro.

Do alto do carro, gritos de “tamo junto” foram dirigidos a membros do PDT. Matheus Novais, presidente estadual da Juventude Socialista do PDT, disse que as divergências ideológicas não impedem a participação no ato organizado por grupos ligados à direita. “A gente pode divergir, mas a gente sabe que vamos discutir ano que vem nas urnas. Hoje o nosso principal obstáculo é o Bolsonaro, que é um cara antidemocrático, que ataca as instituições”, diz.

O mote “Nem Lula, nem Bolsonaro” está estampado em camisas do Vem pra Rua, onde manifestantes foram chamados ao microfone e defendem pautas como defesa da educação pública e do SUS (Sistema Único de Saúde). Líder do grupo no Rio, Meggy Fernandes explica a inscrição. “O Lula já mostrou ao que veio. Tivemos o mensalão, o petrolão, não queremos um outro “lão” da vida com o Lula. E o Bolsonaro está mostrando a que veio. Está aí por Deus e pela família dele só”, diz. ”

Desde que apareceram indícios de que a família dele estava envolvida com rachadinhas, ele se indispôs com todos os que o apoiaram na luta anticorrupção. Estamos vendo ele abraçado com o Centrão, querendo depor o STF, em atitudes francamente antidemocráticas”. Meggy diz não ver problema na participação das esquerdas no ato. “Estamos na luta do ‘Fora, Bolsonaro’ no momento e em outro momento vamos pensar nas eleições.”