‘Mano Kaio’ é condenado a 14 anos de prisão e continua foragido da Justiça

O principal líder do Comando Vermelho (CV) seria responsável por ordenar os ataques que aconteceram no Amazonas em junho deste ano

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Foto: Erlon Rodrigues/SSP-AM

Kaio Wuellington Cardoso dos Santos, o “Mano Kaio”, líder da facção criminosa Comando Vermelho (CV), foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado, mesmo foragido da Justiça há três anos, pela morte de uma mulher identificada como Ana Carla Teixeira de Oliveira, no ano de 2012.

O julgamento aconteceu na última quarta-feira (1°) no Fórum Henoch Reis e a decisão foi assinada pelo juiz Rosberg de Souza Crozara, da 3ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus. “Mano Kaio” foi julgado mesmo sem comparecer no fórum e teve o defensor Rafael Albuquerque Maia, da Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM), como defesa.

Um homem identificado como André Lima dos Santos, o “Caixa”, também foi condenado a prisão pelo mesmo crime, mas ele recebeu a pena de 12 anos em regime fechado. Ele já estava no sistema prisional do Amazonas.

Ana Carla foi assassinada no dia 22 de dezembro de 2012, no Beco Ipiranga, bairro Raiz, em Manaus, por volta das 22h30, conforme o inquérito da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). Ela seria uma traficante rival e dava prejuízos financeiros ao grupo comandado por “Mano Kaio”.

A polícia também diz que a ordem de executar a vítima partiu do líder do CV e “Caixa” deveria acompanhar a execução.

Ataques

O Amazonas viveu uma onda de ataques criminosos entre os dias 5 e 7 de junho deste ano. Na ocasião, ônibus e agências bancárias foram incendiadas, e a sede do 21° Distrito Integrado de Polícia (DIP), situada no Centro de Manaus, foi atacada por criminosos.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), a ordem dos ataques foi feita por “Mano Kaio” após a morte do traficante Erick Batista Costa, conhecido como “Dadinho”, após confronto com policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam).

“Mano Kaio” foi alvo da Operação “Coalizão do Bem” no dia 18 de junho e, segundo a polícia, ele estava escondido em uma comunidade no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, onde determina as ações da facção criminosa no Amazonas. Entretanto, o líder do CV não foi capturado e ele continua foragido.

Na época, o governador Wilson Lima (PSC) e o então secretário de Segurança Pública, coronel Louismar Bonates, solicitaram apoio da Força Nacional de Segurança para combater as ações do tráfico de drogas no estado.