‘Manobra’ entre empresas pode deixar mais de 1.300 garis sem indenização ou emprego em Manaus, denunciam garis (ver vídeo)

Se pedirem demissão da Mamute, os trabalhadores perdem indenização e se não assinarem contrato com a Murb vão perder a vaga de emprego

Foto: Maria Eduarda

O Radar cobriu na manhã desta segunda-feira (25), a 4ª manifestação dos garis, desta vez em frente à Igreja Matriz no Centro de Manaus. A categoria alega que a Murb Serviços só vai contratar quem já estiver desligado da antiga empresa Mamute Conservação. Por outro lado, os garis afirmam que a empresa Mamute vai mantê-los como empregados até o dia 30 de julho. (veja live ao final da matéria).

“A empresa Mamute disse que até o dia 30, todos ainda continuam sendo funcionários dela. E se os trabalhadores assinarem contrato com a Murb e constar na CTP eles correm o risco de perder todos os direitos deles”, afirmou o gari Thiago Anderson.

Por outro lado, se não assinarem com a empresa Murb imediatamente, cerca de 1.300 trabalhadores que serão dispensados pela Mamute, vão perder a vaga de emprego, explicou Thiago Anderson.

O vereador Rodrigo Guedes (Republicanos) também esteve presente na manifestação, e reforçou que durante reunião no Ministério Público do Trabalho (MPT) a procuradora regional informou que, enquanto a empresa Mamute não demitir os funcionários, terá que manter o salário em dia.

“Enquanto eles não derem baixa na carteira, todos eles são funcionários da Mamute e ela tem que manter seus salários. Só que, ao mesmo tempo, a empresa Murb está determinando que eles assinem as carteiras e peçam baixa da Mamute. Só que se eles fizerem isso eles vão perder todos os direitos que acumularam durante anos”, afirmou o vereador.

Falta de EPI

Durante a live, o Radar flagrou trabalhadores da empresa Murb – que assumiu o contrato de limpeza sem licitação – trabalhando sem bota, que é um dos principais equipamentos de segurança.

Onde está o contrato da Murb?

Foto: Rafa Braga

Desde que a empresa Murb assumiu , várias informações surgiram, como por exemplo, que os donos da empresa são os mesmos da Arganorte, que já foi acusada de superfaturamento no fornecimento de merenda escolar para a Prefeitura de Manaus. Porém, até o momento o contrato com a empresa Murb ainda não apareceu.

Nesta manhã, a reportagem do Radar foi até a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), para falar com o secretário Altervi Moreira, para questionar sobre o contrato e os direitos dos trabalhadores, porém a equipe não foi recebida e foi informada que deveria marcar por e-mail uma entrevista. A gravação foi solicitada para amanhã. A reportagem ainda aguarda a confirmação

Veja a cobertura da manifestação