MAP Linhas Aéreas é alvo de ação coletiva do Ministério Público

Por conta de bagagens retidas, desviadas e até extraviadas no interior, a empresa MAP Linhas Aéreas virou alvo de uma ação civil coletiva instaurado pelo Ministério Público Estadual (MPE). Os problemas atingem, principalmente, o trecho Manaus-Tefé-Eirunepé. Na ação, o órgão pede a condenação da MAP a pagar danos materiais e morais aos usuários.

“Restou comprovado que, no decurso do corrente ano, a empresa requerida, Map Linhas Aéreas, em repetidas datas e de forma reiterada, praticou o desvio, retenção e extravio das bagagens de seus clientes, de modo irresponsável e negligente, deixando-as ora no município de Tefé ora em Manaus, sem dar quaisquer esclarecimentos ou informações a usuários do serviço”, disse o Promotor de Justiça Timóteo Ágabo no texto da ação.

Em relatos ao MPE, os usuários da empresa aérea disseram que as bagagens, muitas vezes eram entregues dias após as viagens, sendo devolvidas com bens deteriorados e sem explicações ou, sequer, pedido formal de desculpas pelo transtorno.

Outros serviços prestados pela MAP também são alvo de várias reclamações dos usuários como as frequentes falhas de resfriamento das aeronaves e o número de passageiros acima da capacidade nos voos, o chamado “overbooking”.

No pedido do Ministério Público, as perdas e danos morais devem ser pagos no valor de R$ 15 mil para cada vítima afetada, além de 14 consumidores identificados nas Fichas de Atendimento do Inquérito Civil que deu origem à ação.

Com informações da assessoria do MPE.