Mataram os “chefões do crime”! Acabou a criminalidade no Jacarezinho!

Fotos dos mortos em Operação no Morro do Jacarezinho-Rio de Janeiro/Divulgação

Fotos dos mortos em Operação no Morro do Jacarezinho-Rio de Janeiro/Divulgação

O que vocês veem acima são as fotos dos 27 mortos na operação policial no morro do Jacarezinho, realizada na última quinta-feira, dia 06 de maio. Pela aparência dá pra ver que é tudo chefão do narcotráfico né mesmo gente? Eles têm cara mesmo de quem tem casa na praia, avião particular, carro do ano, um monte de cordão de ouro no pescoço, essas coisas aí dos chefões do crime organizado.

Um desses bandidos de altíssima periculosidade tinha 16 anos de idade, Caio da Silva Figueiredo. Segundo relatório da polícia, pra justificar a matança, Caio era usuário de drogas – desde quando traficante começou a usar drogas e ter prejuízo vendendo o produto com o qual ganha dinheiro? Diz a polícia que de noite Caio vendia drogas no morro – quer dizer que chefão da droga vende trouxinha nas escadarias do morro é?

Uma das alegações sobre a necessidade da operação policial era pra livrar as crianças e os adolescentes de aliciamento pelos criminosos. Pelas leis brasileiras, inclusive pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Caio da Silva Figueiredo era adolescente, mas para a polícia e para os políticos ele era um bandido como outro qualquer.

A polícia civil e militar, assim como o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (Partido Social Cristão) e até o presidente Messias Bolsonaro (sem partido) anunciaram em alto e bom som o sucesso da operação no Jacarezinho que foi a de maior letalidade da história do Rio de Janeiro.

Quanta coragem desses homens! Quem sabe depois dessa operação policial, as crianças e adolescentes do Jacarezinho passem a ter os policiais como seus heróis, aqueles que entram atirando na comunidade, que matam alguém que já se rendeu, que ofendem mulheres com palavrões e que riem das dores das mães da favela que amam seus filhos mesmo sabendo que eles tomaram o caminho errado do crime.

Quem sabe os meninos e meninas da favela consigam aprender que o traficante que dá dinheiro pra família que não tinha nada pra comer ou que manda reformar a escola e o campinho de futebol não são seus heróis, são bandidos que vão cooptá-los para o tráfico.

Quem sabe, um dia, os heróis da polícia não precisem morrer num tiroteio na favela, porque o tráfico não terá mais “soldados”, no dia em que a polícia e o poder público terão conseguido mostrar pra esses meninos e meninas quem são os verdadeiros heróis dessa história, que vieram para salvá-los e não para matá-los.