Maus Caminhos: Na Justiça Federal, Priscila Marcolino se cala e Mouhamad não aparece

Foi adiada para a próxima sexta-feira (17) a audiência do empresário Mouhamad Mustafa, apontado na Operação ‘Maus Caminhos’ como o líder de uma organização criminosa que desviou mais de R$ 120 milhões dos cofres da saúde pública do Amazonas.

Na tarde desta terça-feira (14), Mouhamad não compareceu para prestar depoimento e sua sócia, Priscila Marcolino, esteve na 4ª Vara da Justiça Federal, no bairro Aleixo, zona Centro-sul de Manaus, mas apelou para o direito de ficar calada durante todo o interrogatório.

As investigações da Polícia Federal (PF) constataram que o Instituto Novos Caminhos (INC), que pertencia a Mouhamad, concentrava repasses milionários feitos pelo Fundo Estadual de Saúde do Estado do Amazonas. De abril de 2014 a dezembro de 2015 foram repassados ao INC mais de R$ 276 milhões.

Na Operação foi identificada uma série de fraudes nos contratos de serviços de saúde, que ocorriam pela contratação de empresas comandadas direta ou indiretamente pelo médico e chefe da organização investigada, Mouhamad Mostafa, que também é sócio administrador da Salvare Serviços Médicos Ltda e da Sociedade Integrada Médica do Amazonas Ltda (Simea), e controlava ainda a Total Saúde Serviços Médicos e Enfermagem Ltda, por meio de procuração emitida pela presidente do INC.

O INC era responsável pela gestão de três unidades de saúde no Estado: UPA 24 horas Campos Sales, em Manaus; UPA 24 horas e Maternidade Enfermeira Celina Villacrez Ruiz, em Tabatinga; e Centro de Reabilitação de Dependentes Químicos (CRDQ), em Rio Preto da Eva.