Medalhista paralimpicos recebem homenagem na Aleam

Primeiros paratletas a conquistar medalha em uma paraolimpíada e fazer história no Desporto do Amazonas, Laiana Batista, 35, e Guilherme Costa, 25, receberam a medalha do mérito Rui Araújo, da Assembleia Legislativa do Estado Amazonas (Aleam), no bairro Parque Dez, zona Centro-Sul. A indicação da maior comenda da casa legislativa é de indicação do deputado estadual Augusto Ferraz (DEM). Laiana e Guilherme são beneficiários do Bolsa Atleta da Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel).

Laiana ressalta que foi por meio do Bolsa Atleta que conseguiu se dedicar ao esporte e se tornar uma campeã na modalidade do vôlei sentado. “É difícil conseguir patrocínio, para os paratletas é mais ainda. O Bolsa Atleta da Prefeitura me ajudou a viver apenas do esporte. Hoje posso treinar para me tornar uma campeã”, disse.

Já Guilherme vai além. Ele afirma que só se considerou um atleta profissional a partir do benefício recebido pelo Bolsa Atleta municipal.

“Antes de receber o apoio da Prefeitura, eu era apenas um esportista amador. Hoje, sou um atleta profissional. Posso me dedicar e investir na minha modalidade esportiva, graças as benefício do Bolsa Atleta”, pontuou o medalha de bronze da paralimpíada Rio 2016.

Representando o prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto na solenidade da Aleam, o titular da Semjel, João Luiz, afirmou que o Bolsa Atleta da Prefeitura é importante na caminhada esportiva dos atletas e paraatletas, pois os ajuda a se dedicarem ao esporte como profissionais.

“Os homenageados são exemplos para novos atletas a superarem suas limitações e lutar para ser também campeões. Cumprimos com as determinações do prefeito Arthur Neto em fomentar o esporte na cidade de Manaus e o Bolsa Atleta é um dos muitos investimentos do governo municipal em esportistas do Amazonas”, ressaltou João Luiz.

Incentivo

O Bolsa Atleta Municipal é um programa de incentivo que visa apoiar atletas amazonenses que competem por modalidades olímpicas e paralímpicas. Atualmente, o programa conta com 37 atletas que recebem o valor mensal de R$ 4 mil, o valor mais alto pago em todo o Brasil. Para participar, o atleta precisa preencher alguns critérios, como competir internacionalmente e ser convocado pela seleção brasileira de sua modalidade.

O programa está sendo remodelado e assim que finalizado, será aberto edital para inclusão de novos atletas com índices para ingressar no programa.

História no desporto

Laiana e Guilherme fizeram história no desporto Amazonense ao serem os primeiros do Estado a conquistar medalhas na Paralimpíada do Rio em 2016.

Laiana conquistou uma medalha inédita não somente para o Amazonas, mas para o Brasil, após triunfo da seleção brasileira, na vitória por três sets a zero contra as adversárias da Ucrânia, na disputa pelo terceiro lugar do Voleibol Sentado Feminino, na Paralímpíada Rio 2016.

“É mais que um orgulho, foi uma honra conquistar essa medalha para o Amazonas. Posso dizer que sou a primeira amazonense a trazer uma medalha nas Paralimpíadas para nosso Estado”, contou Laiana.

Assim como ela, Guilherme disputou sua primeira Paralimpíada e já conquistou o bronze ao lado de seu parceiro Iranildo Espindola, ao vencerem no tênis de mesa, no quinto set uma dupla eslovaca por 3 sets a 2, com parciais de 9/11, 11/8, 11/6, 4/11 e 11/5.

“Aquele momento quando ganhamos a medalha e fomos comemorar com o público. Sem palavras. Eu até bati a cabeça em algum lugar e só fui perceber depois, porque ficou um pouco inchado, com um galo (risos). Essa comemoração foi muito marcante para mim”, disse.

Superação

A vida de atleta requer superações, a de paratletas é necessária ainda mais superação para lidar com as limitações e a preparação para as competições. Como é o caso de Laiana e Guilherme. Ela enfrentou e superou uma Síndrome de Guillain-Barré e ele um acidente de carro que o deixou paraplégico.

A amazonense era jogadora de Vôlei tradicional, mas após sofrer da Síndrome de Guillain-Barré, Laiana ficou com sequelas e não tem os movimentos completos na perna direita. Após o incidente, a paratleta pensou em desistir do esporte, mas encontrou no Voleibol Sentado um recomeço para fazer o que ama.

“Hoje estou aqui feliz e motivada, mas quando aconteceu esse episódio sofri muito. Eu era uma pessoa frustrada. Mas encontrei no esporte uma chance para recomeçar minha vida e hoje sou medalhista de bronze pela Amazonas!”, afirmou, empolgada.

Guilherme Costa ficou paraplégico após um acidente ocorrido em 2006 quando foi atropelado por um carro a 105 quilômetros por hora, em Brasília (DF). Ele ficou dois meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) além de seis meses no hospital entre a vida e a morte. Passou ainda por sete cirurgias devido um traumatismo craniano, fraturas externas e duas paradas cardíacas. A vontade de viver foi maior.

“Conheci o Tênis de Mesa na fisioterapia após o acidente. Sempre gostei de esportes e praticava com certa frequência. Iniciei no projeto para cadeirantes da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) que há no Distrito Federal. Apesar de ir morar em Brasília desde os dois anos, tenho raízes amazonenses e sempre sinto falta daquele tambaqui assado e do meu boi Garantido”, lembrou Costa.

 

Fotos: Mauro Smith

Fonte: Assessoria de Imprensa da Semjel