Com medo de grampo, assessores e secretários de Adail deixam de usar celular e passam a usar rádio comunicador

Fontes do Radar em Coari contam que, após a presidente da CPI da Câmara Federal que investiga a exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil, deputada federal Erika Kokay, anunciar em rede nacional, que pediria a quebra do sigilo telefônico do prefeito de Coari, Adail Pinheiro, e também de seus assessores e secretários, nunca mais se viu servidores do primeiro escalão da Prefeitura de Coari usar aparelho celular. Comunicação agora só por rádio para fugir do grampo.

Novo código

Vocês lembram que nas escutas feitas pela Polícia Federal, durante a Operação Vorax, veio a público a existência de um código usado pelos assessores e secretários do prefeito para tratar tanto das questões de licitações quanto dos programas sexuais marcados através de ligações telefônicas. Pois, nos contaram que há um novo código utilizado pelo pessoal do 1° escalão do prefeito Adail Pinheiro, destas vez,  para as conversas através de rádios comunicadores. E, pode ter certeza que o Radar vai captar essas ondas sonoras e, é lógico, transmitir para os ouvidos apurados dos nossos leitores .

Secretário particular

E sabem aquele cidadão, Elias do Nascimento Santos, que está sendo investigado pela CPI da Câmara Federal após ter sido acusado por meninas de tentar aliciá-las, e que ocuparia o cargo de subsecretário de Governo de Adail Pinheiro? Para encontrá-lo no organograma da Prefeitura de Coari, é só você ir no recém lançado Portal Transparência (HTTP://transparenciamunicipal.com.br/coari/) e vai ver, do lado direito uma seção intitulada “secretarias e órgãos”. Ao clicar nessa sessão vai aparecer uma lista de secretarias e, ao final, a função de “secretário particular do prefeito” que, ao acessar, advinha quem aparece nessa importante atividade? Ele mesmo, Elias do Nascimento Santos. Está definido no site o endereço, o telefone e o horário em que o nobre secretário atende o público. Assim como suas funções, entre elas, auxiliar o prefeito no “trato com as pessoas”, organizar agenda pessoal e social, e realizar outras atividades determinadas pelo prefeito. Dá pra acreditar num negócio desses?