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Melo está “matematicamente” cassado, de novo! Quatro a zero pela cassação

Julga melo com detalhe

O governador José Melo (PROS) está “matematicamente” cassado novamente. Nesta terça-feira, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) julgou mais um dos processos que pedem sua cassação, desta vez, uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) onde é imputado ao governador José Melo abuso de poder econômico e político. O julgamento foi suspenso por causa de um pedido de vista do juiz Abraham Peixoto, mas quatro juízes da Corte de Justiça Eleitoral já manifestaram sua decisão de voto pela cassação do governador: o relator do processo, desembargador João Simões, o juiz Henrique Veiga, a juíza federal Ana Paula Serizawa  o juiz Francisco Marques. Restam ainda duas manifestações de voto, a do juiz Abraham que pediu vista e do juiz Felipe dos Anjos Thury que não quis adiantar seu voto.

Esse foi mais um capítulo no julgamento dessa AIJE onde já se viu de tudo, até os próprios juízes eleitorais colocarem o Tribunal Regional Eleitoral em suspeição. O julgamento já foi suspenso outras vezes, numa delas, a juíza federal Marília Gurgel que já fez parte da Corte Eleitoral concedeu mandado de segurança impetrado pelo governador acusando o TRE de não estar cumprindo o rito processual e, com isso, estar prejudicando a ampla defesa de Melo. A defesa do governador também já conseguiu suspender o julgamento colocando em suspeição membros do tribunal, como por exemplo, o desembargador Mauro Bessa. E o tribunal aceitou a suspeição! E o julgamento, mais uma vez, não chega ao final, dessa vez por um pedido de vista.

Corrupção

Na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), o governador José Melo é mais uma vez acusado de corrupção com o uso de seu poder político e econômico para praticar crimes eleitorais. Diz no processo, que há a utilização da máquina administrativa do Estado na captação ilícita de votos por parte do governador configurando-se “em modalidades típicas de corrupção no largo sentido”.

A investigação traz acusações de compra de votos no interior do Estado, em municípios como Boca do Acre, em que o prefeito Iran Lima, em pleno exercício do cargo também atuava como coordenador da campanha do governador.

O relator da ação, desembargador João Simões apontou como caso ainda mais grave o uso de programas socais do Estado, pago com recursos públicos, terem sido usados para beneficiar a reeleição do governador. Isso teria ocorrido com o chamado “Odontomóvel”, unidade móvel da Susam para atendimento odontológico, que teria feito milhares de atendimentos médicos  em troca de votos para o governador.

O governador também teria usado equipamentos hospitalares, comprados com dinheiro público, para chantagear eleitores em Codajás. Melo teve a desfaçatez de colocar esses equipamentos em carretas que desfilaram pela cidade de Codajás, em pleno período eleitoral, condicionando a entrega desse material hospitalar caso ganhasse as eleições.

A defesa de Melo não conseguiu, mais uma vez, desqualificar a compra de votos com dinheiro público no caso do repasse de R$ 1 milhão, feito pelo Governo do Estado, através da organização da Copa do Mundo – ler coronel Dan Câmara –  para a empresa ANS&D, de Nair Blair no segundo turno das eleições. O Ministério Público Eleitoral (MPE), que também deu parecer pela cassação do governador José Melo disse que os recursos públicos foram usados para “irrigar a campanha eleitoral” do governador. (Any Margareth)