Melo reedita promessas da campanha de 2014, diz que Amazonas é campeão em investimento em Saúde e ataca Braga

Melo Plenário 01

Em sua Mensagem Governamental de abertura dos trabalhos legislativos de 2016, na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), o governador José Melo (PROS) voltou a prometer aquilo que já tinha prometido durante sua campanha de reeleição em 2014. O Hospital da Zona Norte, Delphina Aziz, com a abertura de 350 leitos, prometido para 2015, ficou para 2016. Em determinado momento durante a leitura de sua mensagem, para alfinetar seu adversário nas últimas eleições e autor da ação por abuso de poder econômico e compra e votos que resultou em sua cassação no TRE, o governador disse que ganhou a eleição em cima de propostas, citando como um dos exemplos o “Pronto Especialistas” que levaria médicos de várias especialidades para o interior do Estado. Porém esqueceu de dizer que esse programa ficou só na promessa.

O Governador também reeditou a promessa do “Todos pela Vida”, um projeto que uniria todas as secretarias de seu governo com ações destinadas aos jovens em situação de risco social. A promessa agora será cumprida, segundo o governador, esse ano. “Nosso objetivo é atuar em duas grandes frentes, no combate às grandes organizações criminosas, que financiam a criminalidade e patrocinam a violência e, na outra ponta, com o Todos pela Vida, levar à população ações capazes de disseminar a cultura da paz”, disse o governador, repetindo discurso muito parecido com o de campanha política.

Apesar das inúmeras denúncias, entre elas a constante falta de medicamentos, suspensão de cirurgias e ausência de médicos nos hospitais, o governador afirmou que o Amazonas foi o campeão em investimentos na área de Saúde. Segundo o governador, a saúde pública foi tratada como prioridade e teve um orçamento de R$ 2,7 bilhões – R$ 540 milhões a mais que o previsto.

Na visão do governador, em seu governo, a educação foi tratada como “a prioridade das prioridades”.  “Ampliamos a rede de atendimento, inauguramos novas unidades, reformamos e ampliamos outras. E no dia 15, agora de fevereiro, quando iniciará o ano letivo, entregaremos a escola estadual de tempo integral Djalma da Cunha Batista. Ali desenvolveremos uma experiência inédita no Brasil: a primeira escola pública com o modelo de ensino bilíngue do japonês na educação básica do País”. E como aqui no Radar todo mundo é Socratiano – “penso, logo, existo – porquê, ao invés do inglês ou do espanhol, a escolha foi pelo japonês a gente não sabe dizer, assim como aqui no Radar a gente só conhece do japonês o “arigatou” (obrigado), sayonara (tchau ou até logo) e, já ia esquecendo, “harakiri” – aquele tipo de suicídio japonês que, muitas vezes dá vontade de fazer diante de tantos problemas enfrentados pelo povo.

Ataques a Braga

O governador nem precisou citar nome para todo mundo que estava na Assembleia Legislativa entender que ele falava do ministro Eduardo Braga, seu adversário nas eleições de 2014. Durante a leitura de sua mensagem, o governador José Melo, aqui e ali, dava uma parada para atacar seu adversário político e responsável pela ação judicial por compra de votos que cassou seu mandato.

Foi assim que ao falar do Banco do Povo, Melo acusou Braga de emprestar para uma só empresa, que ele deu a entender ser de aliado do então governador do estado, Eduardo Braga, mais de R$ 80 milhões de reais. Segundo ele, o valor é mais do que o Estado, no seu governo, já emprestou para pequenos empresários da capital e do interior. Em dado momento do discurso, Melo também acusou Braga de perseguir a imprensa. “Nunca usei da minha força pra fechar nenhum órgão de imprensa. Nunca pedi fechamento de nenhum jornal”, atacou.

Melo também acusou Braga de armar ataques aos adversários. “Nunca fiz uma a armação pra ganhar uma eleição”, disparou. (Any Margareth)