Menos um “Coiso” no poder, graças a Deus

Jonathan Ernst/Reuters

Esse final de semana foi um dos poucos, durante este ano de pandemia, perdas de amigos para a Covid-19, além de ver meu povo passando por tantas dificuldades, que me encho de esperança. Graças a Deus, vou ter que me indignar menos ao não ter que ler e muitas vezes escrever sobre perseguição a imigrantes, racismo, intolerância, falta de empatia com o próximo e de solidariedade com a dor do outro. O mundo ficou livre de um “Coiso” no Poder, o agora ex-presidente da maior potência econômica do mundo, Donald Trump.

Enfim, vejo o povo norte-americano se cansar de um líder político birrento, implicante, perseguidor…Cheio de teorias sobre conspirações que dominaram o dia a dia de um povo, quando há tantos assuntos tão mais importantes pra ser discutido por uma Nação. Um homem que mente patologicamente e se favorece das mentiras usando para isso as redes sociais. Que semeia o ódio e parece se alegrar quando o caos está instalado e as pessoas estão em confronto.

Enfim, caso o Democrata Joe Biden seja realmente diferente como parece, não vou mais ter ataques apopléticos – inclusive ânsia de vômito – em frente à televisão ao ver notícias de discursos que dividem as pessoas com racismo e supremacia branca. Não vou mais ver notícias de crianças que foram separadas de suas mães imigrantes. Nem a defesa das grandes empresas em detrimento de trabalhadores que quase não têm direito algum. Não vou ver mais esse “Coiso” colocar o país conta os cientistas e contra governadores democratas – bom lembrar que Trump é do partido Republicano – que, segundo ele, queriam “fechar o País” e fragilizar a forte economia norte-americana – esqueceu propositalmente de dizer que o coronavirus já ia enfraquecer a economia de todos os países e usou até a pandemia para atacar adversários políticos.

Esse “Coiso” da cara cor de abóbora que muitos idolatram nos Estados Unidos poderia ter sido o grande líder na batalha contra o vírus, ao invés disso transformou o uso da máscara e o distanciamento social em arma política achando que isso iria beneficiá-lo. O resultado é que, até agora, mais de 237 mil norte-americanos morreram. Mas para ele isso são “perdas naturais” para as quais ele não dá a menor importância.

Trump acusou de vandalismo os manifestantes que tomaram conta das ruas nos Estados Unidos após o assassinato de George Floyd, pedindo apenas igualdade racial e menos brutalidade na abordagem policial. E decidiu colocar a polícia pra cima dos manifestantes com seu lema de “Lei e Ordem”, falso patriotismo que, na verdade, só quer continuar protegendo a covardia e o preconceito.

E o pior é que esse homenzinho cor de abóbora fez nascer outros “Coisos” pelo mundo à fora, com seus mesmos discursos odiosos, intolerantes, burros e mentirosos. Mas chegou a hora de dizer adeus a esse “Coiso” Trump e quem sabe, não possamos dizer adeus, em breve, aos “Coisos” de outros países também, inclusive ao que está no poder da nossa Pátria Amada Brasil.